Publicação
Dupla hepatite aguda por vírus da hepatite C
| Resumo: | Apresenta-se o caso clínico de um doente toxicómano, com diagnóstico de hepatite aguda por vírus da hepatite C (genótipo 3a). Após iniciar tratamento com interferão alfa 2b e se assistir a uma boa resposta terapêutica, às 12 semanas de tratamento verificou-se um súbito agravamento, cuja investigação mostrou tratar-se de nova hepatite aguda por vírus C (genótipo 1a). O doente tinha mantido consumo de drogas intravenosas. A continuação da terapêutica anteriormente iniciada levou à recuperação clínica e analítica. Aos 6 meses de tratamento, teve aquela de ser interrompida devido a depressão grave. Apesar disto, na avaliação trinta e seis meses após suspensão da terapêutica, o doente mantinha-se assintomático, com aminotransferases normais e determinação negativa do RNA do vírus da hepatite C. Os autores destacam a raridade do caso, nomeadamente a dupla infecção aguda sequencial por diferentes genótipos do vírus da hepatite C e o facto da segunda infecção ocorrer em pleno período de tratamento com interferão, salientando-se mais uma vez a reconhecida importância da abstinência de consumo de drogas. |
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| Autores principais: | Cruz,A. |
| Outros Autores: | Lima,S. C.; Cotter,J. |
| Ano: | 2006 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Apresenta-se o caso clínico de um doente toxicómano, com diagnóstico de hepatite aguda por vírus da hepatite C (genótipo 3a). Após iniciar tratamento com interferão alfa 2b e se assistir a uma boa resposta terapêutica, às 12 semanas de tratamento verificou-se um súbito agravamento, cuja investigação mostrou tratar-se de nova hepatite aguda por vírus C (genótipo 1a). O doente tinha mantido consumo de drogas intravenosas. A continuação da terapêutica anteriormente iniciada levou à recuperação clínica e analítica. Aos 6 meses de tratamento, teve aquela de ser interrompida devido a depressão grave. Apesar disto, na avaliação trinta e seis meses após suspensão da terapêutica, o doente mantinha-se assintomático, com aminotransferases normais e determinação negativa do RNA do vírus da hepatite C. Os autores destacam a raridade do caso, nomeadamente a dupla infecção aguda sequencial por diferentes genótipos do vírus da hepatite C e o facto da segunda infecção ocorrer em pleno período de tratamento com interferão, salientando-se mais uma vez a reconhecida importância da abstinência de consumo de drogas. |
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