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«Não vejo eles como diferentes, só não vejo aqui como o lugar deles»: Análise do poder simbólico presente nas relações sociais entre estabelecidos e outsiders em Orlândia - São Paulo

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Resumo:Este artigo analisa as relações sociais entre as famílias naturais da cidade de Orlândia - São Paulo e as famílias migrantes, vindas do Nordeste brasileiro, homens e mulheres migrantes que se destinaram ao trabalho no corte da cana-de-açúcar, construção civil e a extração de palha para a confecção de cigarros artesanais. Compreendemos que este movimento migratório reorganizou as estruturas sociais na cidade paulista, que até então eram norteadas pelo estigma centro-periferia, mas, com a entrada das novas famílias migrantes, trouxe à tona a construção de um novo discurso pautado na criação da distinção entre o “nós” (paulistas) e “eles” (nordestinos). Observamos que, desde seu início, estas relações se pautaram em uma série de disputas simbólicas, seja no dia a dia dos bairros periféricos ou nos ambientes de lazer, como é o caso dos clubes. Para realização deste estudo utilizamos o referencial teórico construído pelos sociólogos Norbert Elias, Henri Lefebvre e Pierre Bourdieu.
Autores principais:Pereira,Bruno César
Outros Autores:Lourenço,Alexandra
Assunto:Migração Orlândia-São Paulo Estabelecidos & Outsiders Violência Simbólica
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Este artigo analisa as relações sociais entre as famílias naturais da cidade de Orlândia - São Paulo e as famílias migrantes, vindas do Nordeste brasileiro, homens e mulheres migrantes que se destinaram ao trabalho no corte da cana-de-açúcar, construção civil e a extração de palha para a confecção de cigarros artesanais. Compreendemos que este movimento migratório reorganizou as estruturas sociais na cidade paulista, que até então eram norteadas pelo estigma centro-periferia, mas, com a entrada das novas famílias migrantes, trouxe à tona a construção de um novo discurso pautado na criação da distinção entre o “nós” (paulistas) e “eles” (nordestinos). Observamos que, desde seu início, estas relações se pautaram em uma série de disputas simbólicas, seja no dia a dia dos bairros periféricos ou nos ambientes de lazer, como é o caso dos clubes. Para realização deste estudo utilizamos o referencial teórico construído pelos sociólogos Norbert Elias, Henri Lefebvre e Pierre Bourdieu.