Publicação
AVALIAÇÃO DA EVIDÊNCIA DE DANO PARA A SAÚDE DOS CONSERVADORES- RESTAURADORES, RELATIVAMENTE À EXPOSIÇÃO A FUNGOS
| Resumo: | RESUMO Introdução e Objetivo: O setor da Conservação e Restauro ainda não foi abordado pela Saúde Ocupacional de uma forma completa ou exaustiva, pelo que se registam várias lacunas de conhecimento. Os autores tiveram como objetivo recolher e resumir toda a informação que encontraram sobre o tema. Os fungos são os microrganismos mais frequentes e os espaços interiores não são exceção; o crescimento fica potenciado pela humidade, temperatura elevada, pouca luz e nutrientes. Metodologia: Foi realizada uma Scoping Review em fevereiro de 2019, considerando os motores de busca Scopus; PubMed/ MedLine; Web of Science; Science Direct; Academic Search Complete; CINALH; Database of Abstracts and Reviews; Central Register of Controlled Trials; Cochrane Database of Systematic Reviews; Nursing and Allied Health Collection; MedicLatina e RCAAP. Conteúdo/ Resultados: Os objetos restaurados frequentemente apresentam fungos cujo impacto médico nos Conservadores-Restauradores está escassamente avaliado. Eles podem causar alergias, infeções e/ ou inflamação, por vezes, mesmo mortos, devido aos produtos metabólicos presentes. Existem várias técnicas para avaliar a sua presença. Alguns métodos antifúngicos podem ser lesivos para a saúde. 85% dos funcionários com contato com objetos contaminados num Museu referia sintomatologia alérgica e 35% registou agravamento da semiologia durante o trabalho (lacrimejo, eritema conjuntival, prurido cutâneo e fluxo nasal). Os anticorpos relativos aos alérgenos foram superiores aos da população geral (24 versus 17%), por exemplo. Discussão e Conclusões: Desde longa data que são conhecidos malefícios concretos e sérios associados a algumas estirpes de fungos. Contudo, o setor da Conservação e Restauro é ainda muito pouco estudado em contexto de Saúde Ocupacional e os riscos do eventual contato com estes microrganismos não são exceção. Seria muito pertinente que surgissem equipas motivadas para estudar este setor e colmatar parte das limitações encontradas, não desenvolvidas na literatura internacional. |
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| Autores principais: | Santos,M |
| Outros Autores: | Almeida,A |
| Assunto: | conservação restauro conservador- restaurador saúde ocupacional medicina do trabalho fungos |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | RESUMO Introdução e Objetivo: O setor da Conservação e Restauro ainda não foi abordado pela Saúde Ocupacional de uma forma completa ou exaustiva, pelo que se registam várias lacunas de conhecimento. Os autores tiveram como objetivo recolher e resumir toda a informação que encontraram sobre o tema. Os fungos são os microrganismos mais frequentes e os espaços interiores não são exceção; o crescimento fica potenciado pela humidade, temperatura elevada, pouca luz e nutrientes. Metodologia: Foi realizada uma Scoping Review em fevereiro de 2019, considerando os motores de busca Scopus; PubMed/ MedLine; Web of Science; Science Direct; Academic Search Complete; CINALH; Database of Abstracts and Reviews; Central Register of Controlled Trials; Cochrane Database of Systematic Reviews; Nursing and Allied Health Collection; MedicLatina e RCAAP. Conteúdo/ Resultados: Os objetos restaurados frequentemente apresentam fungos cujo impacto médico nos Conservadores-Restauradores está escassamente avaliado. Eles podem causar alergias, infeções e/ ou inflamação, por vezes, mesmo mortos, devido aos produtos metabólicos presentes. Existem várias técnicas para avaliar a sua presença. Alguns métodos antifúngicos podem ser lesivos para a saúde. 85% dos funcionários com contato com objetos contaminados num Museu referia sintomatologia alérgica e 35% registou agravamento da semiologia durante o trabalho (lacrimejo, eritema conjuntival, prurido cutâneo e fluxo nasal). Os anticorpos relativos aos alérgenos foram superiores aos da população geral (24 versus 17%), por exemplo. Discussão e Conclusões: Desde longa data que são conhecidos malefícios concretos e sérios associados a algumas estirpes de fungos. Contudo, o setor da Conservação e Restauro é ainda muito pouco estudado em contexto de Saúde Ocupacional e os riscos do eventual contato com estes microrganismos não são exceção. Seria muito pertinente que surgissem equipas motivadas para estudar este setor e colmatar parte das limitações encontradas, não desenvolvidas na literatura internacional. |
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