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Uma análise das normas antecedentes e reservas de alternativas mobilizadas na atividade de motoristas e entregadores por aplicativos

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Summary:Resumo Este artigo analisa, em uma perspectiva situada, as normas antecedentes que incidem no trabalho de motoristas e entregadores que atuam por aplicativos, a fim de discutir as implicações dessas formas atuais de controle e gerenciamento algorítmico do trabalho. Busca também identificar elementos do fazer coletivo que remetam à mobilização e à construção de reservas de alternativas. A partir da perspectiva ergológica, o método de pesquisa baseou-se em Encontros sobre o Trabalho, precedidos de análise documental, questionários e entrevistas. Os resultados apontam para exigências e desafios impostos por esse modo de gerenciamento, assim como, para as renormatizações efetuadas na construção de reservas de alternativas, dentre elas, o estabelecimento de redes de sociabilidade. Discute-se ainda sobre como a ausência de regulação estatal e a sofisticada e complexa tecnologia incorporada pelas empresas-plataforma podem contribuir para o aprofundamento do processo de precarização social e exploração dos trabalhadores.
Main Authors:Alvarez,Denise
Other Authors:Masson,Letícia Pessoa; Oliveira,Simone; Christo,Cirlene; Leal,Samara; Salomão,Gabriela Siqueira; Amaral,Sarah de Paulo do
Subject:trabalho por aplicativos uberização gerenciamento algorítmico saúde do trabalhador ergologia
Year:2021
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Language:Portuguese
Origin:SciELO Portugal
Description
Summary:Resumo Este artigo analisa, em uma perspectiva situada, as normas antecedentes que incidem no trabalho de motoristas e entregadores que atuam por aplicativos, a fim de discutir as implicações dessas formas atuais de controle e gerenciamento algorítmico do trabalho. Busca também identificar elementos do fazer coletivo que remetam à mobilização e à construção de reservas de alternativas. A partir da perspectiva ergológica, o método de pesquisa baseou-se em Encontros sobre o Trabalho, precedidos de análise documental, questionários e entrevistas. Os resultados apontam para exigências e desafios impostos por esse modo de gerenciamento, assim como, para as renormatizações efetuadas na construção de reservas de alternativas, dentre elas, o estabelecimento de redes de sociabilidade. Discute-se ainda sobre como a ausência de regulação estatal e a sofisticada e complexa tecnologia incorporada pelas empresas-plataforma podem contribuir para o aprofundamento do processo de precarização social e exploração dos trabalhadores.