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Sobre o choro: análise de perspectivas teóricas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O choro tem sido vastamente estudado como indicador de diagnóstico de desordens de foro neurológico. Contudo, os contributos dos teóricos preocupados com a interacção mãe-bebé sugerem, ainda que indirectamente, a importância desta manifestação - choro - no contexto da relação entre o bebé e uma figura privilegiada. Lebovici sublinha, aliás, a importância do choro neste contexto quando diz: «basta imaginar o que seria a tarefa dos pais na ausência dos gritos: eles deveriam então adivinhar quando o bebé tem fome, quando ele está sujo, e quais são as suas diversas necessidades e desconfortos. Em definitivo, uma situação no primeiro contacto mais calma e menos ansiogénea, seria uma realidade mais preocupante, pois então ela constrangeria os pais a se interrogarem quase de maneira permanente sobre o estado do bebé.» (Lebovici, 1987). Esta reflexão eminentemente teórica, que desenvolvo, procura enquadrar o choro numa série de modelos teóricos diferentes e, a partir dessas abordagens, discutir a sua importância e função, no domínio da interacção mãe-bebé.
Autores principais:Santos,Ana Sofia Correia Dos
Assunto:choro interacção mãe-bebé
Ano:2000
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:O choro tem sido vastamente estudado como indicador de diagnóstico de desordens de foro neurológico. Contudo, os contributos dos teóricos preocupados com a interacção mãe-bebé sugerem, ainda que indirectamente, a importância desta manifestação - choro - no contexto da relação entre o bebé e uma figura privilegiada. Lebovici sublinha, aliás, a importância do choro neste contexto quando diz: «basta imaginar o que seria a tarefa dos pais na ausência dos gritos: eles deveriam então adivinhar quando o bebé tem fome, quando ele está sujo, e quais são as suas diversas necessidades e desconfortos. Em definitivo, uma situação no primeiro contacto mais calma e menos ansiogénea, seria uma realidade mais preocupante, pois então ela constrangeria os pais a se interrogarem quase de maneira permanente sobre o estado do bebé.» (Lebovici, 1987). Esta reflexão eminentemente teórica, que desenvolvo, procura enquadrar o choro numa série de modelos teóricos diferentes e, a partir dessas abordagens, discutir a sua importância e função, no domínio da interacção mãe-bebé.