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Nós e os franceses: Gilberto Freyre à prova de Adèle Toussaint-Samson

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O artigo analisa os usos das narrativas de viagens femininas na construção do modelo freyreano de interpretação da cultura brasileira. Com esse propósito, indaga as convergências e contrastes entre os princípios de formação elencados por Gilberto Freyre em Sobrados e Mucambos e a interpretação da sociedade brasileira no livro de Adèle Toussaint-Samson, Uma Parisiense no Brasil. As notas da escritora francesa são uma das fontes de trabalho e inspiração do sociólogo. Interessa mostrar as tensões provocadas na recepção das ideias e práticas de escrita das viajantes oitocentistas. Ao focalizar a abordagem freyreana no manejo das fontes, o artigo reflete sobre a hipótese de um colonialismo de mão única da França para o Brasil, a exemplo da reeuropeização que toma os contatos e trocas transatlânticas tão somente como influências.
Autores principais:Leão,Andréa Borges
Assunto:Gilberto Freyre Adèle Toussaint-Samson circulação transatlântica globalização da cultura sociologia das viagens e das viajantes
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:O artigo analisa os usos das narrativas de viagens femininas na construção do modelo freyreano de interpretação da cultura brasileira. Com esse propósito, indaga as convergências e contrastes entre os princípios de formação elencados por Gilberto Freyre em Sobrados e Mucambos e a interpretação da sociedade brasileira no livro de Adèle Toussaint-Samson, Uma Parisiense no Brasil. As notas da escritora francesa são uma das fontes de trabalho e inspiração do sociólogo. Interessa mostrar as tensões provocadas na recepção das ideias e práticas de escrita das viajantes oitocentistas. Ao focalizar a abordagem freyreana no manejo das fontes, o artigo reflete sobre a hipótese de um colonialismo de mão única da França para o Brasil, a exemplo da reeuropeização que toma os contatos e trocas transatlânticas tão somente como influências.