Publicação

A opinião qualitativa dos médicos de especialidades hospitalares sobre os médicos de medicina geral e familiar no Centro de Portugal em 2023

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Objetivos: Analisar a opinião dos médicos de especialidades hospitalares acerca dos especialistas em medicina geral e familiar (MGF), no Centro de Portugal, quanto a «Opinião em relação aos médicos de medicina geral e familiar», «Como a opinião influi nas suas atitudes de resposta a pedidos de colaboração na gestão de doentes», «Quanto à capacidade técnica, científica e de exercício de soft-skills específicos» e «Qualidade, quantidade e abrangência de trabalho». Métodos: Estudo qualitativo composto por quatro perguntas, preparadas em consenso, em convite eletrónico realizado pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) aos médicos das diferentes especialidades hospitalares em 2023. Respostas limitadas a 15 palavras por pergunta, sendo ainda recolhidos sexo, especialidade e idade. Dados analisados, após transcrição, por análise de conteúdo, com o programa MAXQDA®2024. Obteve-se consentimento informado, sendo o estudo aprovado pela Comissão de Ética da ARS Centro. Resultados: Amostra de conveniência de n=49 médicos, n=26 do sexo feminino (54,210%), n=31 de especialidade médica (63,27%) e n=20 com idade <45anos (42,00%). Para 26,5% a opinião sobre a MGF influenciava as atitudes de colaboração. Para 63,3% existia opinião favorável e consideração da MGF ser essencial e para 38,0% verificou-se expressão desfavorável por preocupações com competência clínica e falta de comunicação. Houve perceção dos desafios da MGF quanto a burocracia, demoras na resposta e sobrecarga laboral. Discussão: Sem outros estudos nacionais publicados para comparação e estando em curso um processo integrativo da consolidação vertical do modelo Unidade Local de Saúde no Serviço Nacional de Saúde verificaram-se áreas com necessidade de melhoria de reconhecimento/articulação. Conclusão: A opinião dos médicos hospitalares acerca da MGF influi na resposta a pedidos de colaboração, havendo preocupações com competência clínica e falta de comunicação. Há opinião positiva quanto à função desempenhada e perceção do excesso de carga de tarefas desempenhadas em MGF.
Autores principais:Fernandes,Catarina Gonçalves
Outros Autores:Santiago,Luiz Miguel; Rosendo,Inês
Assunto:Medicina geral e familiar Opinião Especialidades hospitalares
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Objetivos: Analisar a opinião dos médicos de especialidades hospitalares acerca dos especialistas em medicina geral e familiar (MGF), no Centro de Portugal, quanto a «Opinião em relação aos médicos de medicina geral e familiar», «Como a opinião influi nas suas atitudes de resposta a pedidos de colaboração na gestão de doentes», «Quanto à capacidade técnica, científica e de exercício de soft-skills específicos» e «Qualidade, quantidade e abrangência de trabalho». Métodos: Estudo qualitativo composto por quatro perguntas, preparadas em consenso, em convite eletrónico realizado pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) aos médicos das diferentes especialidades hospitalares em 2023. Respostas limitadas a 15 palavras por pergunta, sendo ainda recolhidos sexo, especialidade e idade. Dados analisados, após transcrição, por análise de conteúdo, com o programa MAXQDA®2024. Obteve-se consentimento informado, sendo o estudo aprovado pela Comissão de Ética da ARS Centro. Resultados: Amostra de conveniência de n=49 médicos, n=26 do sexo feminino (54,210%), n=31 de especialidade médica (63,27%) e n=20 com idade <45anos (42,00%). Para 26,5% a opinião sobre a MGF influenciava as atitudes de colaboração. Para 63,3% existia opinião favorável e consideração da MGF ser essencial e para 38,0% verificou-se expressão desfavorável por preocupações com competência clínica e falta de comunicação. Houve perceção dos desafios da MGF quanto a burocracia, demoras na resposta e sobrecarga laboral. Discussão: Sem outros estudos nacionais publicados para comparação e estando em curso um processo integrativo da consolidação vertical do modelo Unidade Local de Saúde no Serviço Nacional de Saúde verificaram-se áreas com necessidade de melhoria de reconhecimento/articulação. Conclusão: A opinião dos médicos hospitalares acerca da MGF influi na resposta a pedidos de colaboração, havendo preocupações com competência clínica e falta de comunicação. Há opinião positiva quanto à função desempenhada e perceção do excesso de carga de tarefas desempenhadas em MGF.