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Testes intradermicos e imunodots podem ser uteis no de alergia canina a carne

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Fundamentos: O diagnóstico de alergia alimentar em cães e geralmente realizado com recurso a dietas de exclusão e provas de provocação. Objetivos: Contribuir para a avaliação do valor diagnóstico de testes intradérmicos (TID) e de imunodots na alergia canina a carne. Métodos: Onze cães suspeitos de alergia alimentar seguidos em consulta externa de alergia foram submetidos a TID para os ácaros do pó e de armazenamento mais comuns, pólenes de gramíneas, carne de vaca, de porco, de borrego e de frango. A IgE especifica foi determinada comercialmente para ácaros e pólenes e avaliada por imunodots para diferentes carnes. Resultados: A IgE especifica media, em unidades de absorcao ELISA (UAE) foi especialmente elevada para Dermatophagoides farinae (1665), Acarus siro (2063) e Tyrophagus putrescentiae(1644). Os TID revelaram-se especialmente positivos para Dermatophagoides farinae (5 doentes), Dermatophagoides pteronyssinus (6), carne de vaca (10), de frango (6) e de porco e de borrego (5). Os immunodots revelaram-se positivos em todos os doentes para carne de vaca, de porco e de borrego e em 8 para frango. Observou-se uma correlacao positiva entre os TID e os imunodots para carne de vaca e frango. Conclusões: A exclusão da carne de vaca, de porco, de borrego ou de frango da dieta dos cães com TID respetivamente positivos resultou em sensível melhora clinica. Os testes baseados nas IgE especificas revelaram-se ferramentas rápidas de diagnostico razoavelmente preditivo na alergia a carne. Serão necessarios estudos moleculares para esclarecer possíveis reacções cruzadas e avaliação da imunidade celular para identificar alergia alimentar nao mediada por IgE.
Autores principais:Martins,Luis Lourenco
Outros Autores:Campos,Isabela Esteves de; Antunes,Celia Miguel; Costa,Ana Rodrigues; Valdevira,Ana Goicoa; Bento,Ofelia Pereira
Assunto:Cão alergia alimentar carne sensibilização
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Fundamentos: O diagnóstico de alergia alimentar em cães e geralmente realizado com recurso a dietas de exclusão e provas de provocação. Objetivos: Contribuir para a avaliação do valor diagnóstico de testes intradérmicos (TID) e de imunodots na alergia canina a carne. Métodos: Onze cães suspeitos de alergia alimentar seguidos em consulta externa de alergia foram submetidos a TID para os ácaros do pó e de armazenamento mais comuns, pólenes de gramíneas, carne de vaca, de porco, de borrego e de frango. A IgE especifica foi determinada comercialmente para ácaros e pólenes e avaliada por imunodots para diferentes carnes. Resultados: A IgE especifica media, em unidades de absorcao ELISA (UAE) foi especialmente elevada para Dermatophagoides farinae (1665), Acarus siro (2063) e Tyrophagus putrescentiae(1644). Os TID revelaram-se especialmente positivos para Dermatophagoides farinae (5 doentes), Dermatophagoides pteronyssinus (6), carne de vaca (10), de frango (6) e de porco e de borrego (5). Os immunodots revelaram-se positivos em todos os doentes para carne de vaca, de porco e de borrego e em 8 para frango. Observou-se uma correlacao positiva entre os TID e os imunodots para carne de vaca e frango. Conclusões: A exclusão da carne de vaca, de porco, de borrego ou de frango da dieta dos cães com TID respetivamente positivos resultou em sensível melhora clinica. Os testes baseados nas IgE especificas revelaram-se ferramentas rápidas de diagnostico razoavelmente preditivo na alergia a carne. Serão necessarios estudos moleculares para esclarecer possíveis reacções cruzadas e avaliação da imunidade celular para identificar alergia alimentar nao mediada por IgE.