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Fratura do côndilo medial do úmero na criança

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As fraturas do côndilo medial do úmero constituem 1% do total de fraturas do cotovelo em crianças. É frequente o seu diagnóstico tardio, uma vez que passam muitas vezes despercebidas ou são confundidas com fraturas do epicôndilo medial. É apresentado um caso de fratura do côndilo medial do úmero, Kilfoyle tipo III, num menino de 9 anos de idade após acidente em veículo motorizado. De urgência foi submetido a redução aberta, transposição anterior do nervo ulnar e fixação com fios de Kirschner. Manteve imobilização gessada que foi retirada, conjuntamente com os fios de Kirschner, às 5 semanas de pós-operatório. A fratura manteve-se anatomicamente reduzida e aos 4 meses de pós-operatório, já com a fratura consolidada, o doente tinha uma mobilidade simétrica e sem limitação do cotovelo, apresentando um Mayo Elbow Performance Score de 100% e um Quick-Dash Score de 0%. Apesar de ser uma lesão traumática grave e rara em idade pediátrica, o diagnóstico precoce e a redução anatómica das fraturas do côndilo umeral medial permitem preservar a biomecânica e função do cotovelo.
Autores principais:Oliveira,João Pedro
Outros Autores:Aguiar,Thiago; Amaral,Pedro; Balacó,Inês; Alves,Cristina; Matos,Gabriel
Assunto:Fratura côndilo medial do úmero criança
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:relatório
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:As fraturas do côndilo medial do úmero constituem 1% do total de fraturas do cotovelo em crianças. É frequente o seu diagnóstico tardio, uma vez que passam muitas vezes despercebidas ou são confundidas com fraturas do epicôndilo medial. É apresentado um caso de fratura do côndilo medial do úmero, Kilfoyle tipo III, num menino de 9 anos de idade após acidente em veículo motorizado. De urgência foi submetido a redução aberta, transposição anterior do nervo ulnar e fixação com fios de Kirschner. Manteve imobilização gessada que foi retirada, conjuntamente com os fios de Kirschner, às 5 semanas de pós-operatório. A fratura manteve-se anatomicamente reduzida e aos 4 meses de pós-operatório, já com a fratura consolidada, o doente tinha uma mobilidade simétrica e sem limitação do cotovelo, apresentando um Mayo Elbow Performance Score de 100% e um Quick-Dash Score de 0%. Apesar de ser uma lesão traumática grave e rara em idade pediátrica, o diagnóstico precoce e a redução anatómica das fraturas do côndilo umeral medial permitem preservar a biomecânica e função do cotovelo.