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O género na psicologia: uma história de desencontros e rupturas
| Resumo: | Apesar da sua já longa existência na psicologia, só muito recentemente a investigação psicológica integrou o conceito de género e a comunidade científica assumiu as implicações teóricas e metodológicas que dele resultam, no quadro de um debate epistemológico que tem contribuído decisivamente para o questionamento e a mudança do olhar da disciplina sobre o seu território de reflexão e acção. É deste percurso, tão atribulado quanto produtivo, do conceito de género no seio da psicologia, que se dá conta neste artigo. A resistência da disciplina à ruptura paradigmática exigida pela perspectiva de género é ilustrada, num primeiro momento, com alguns exemplos da prevalecente ambiguidade na distinção entre sexo e género. Seguidamente, discutem-se os obstáculos à mudança de paradigma, em especial na tradição americana, situando a tensão então gerada no seio da disciplina no contexto de emergência dos novos movimentos sociais. Por último, discutem-se os desenvolvimentos recentes da psicologia social europeia, no quadro da articulação entre os modelos da identidade social e das representações sociais, procurando mostrar a consistência teórica que os caracteriza. |
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| Autores principais: | Amâncio,Lígia |
| Assunto: | Género sexo psicologia |
| Ano: | 2001 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Apesar da sua já longa existência na psicologia, só muito recentemente a investigação psicológica integrou o conceito de género e a comunidade científica assumiu as implicações teóricas e metodológicas que dele resultam, no quadro de um debate epistemológico que tem contribuído decisivamente para o questionamento e a mudança do olhar da disciplina sobre o seu território de reflexão e acção. É deste percurso, tão atribulado quanto produtivo, do conceito de género no seio da psicologia, que se dá conta neste artigo. A resistência da disciplina à ruptura paradigmática exigida pela perspectiva de género é ilustrada, num primeiro momento, com alguns exemplos da prevalecente ambiguidade na distinção entre sexo e género. Seguidamente, discutem-se os obstáculos à mudança de paradigma, em especial na tradição americana, situando a tensão então gerada no seio da disciplina no contexto de emergência dos novos movimentos sociais. Por último, discutem-se os desenvolvimentos recentes da psicologia social europeia, no quadro da articulação entre os modelos da identidade social e das representações sociais, procurando mostrar a consistência teórica que os caracteriza. |
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