Publicação
Uma abordagem interpretativa aos usos dos meios deslocação e transporte nas mobilidades casa-trabalho: Um estudo exploratório (d)na Cidade do Luxemburgo
| Resumo: | Este artigo tem como objetivo descrever e analisar um conjunto de narrativas sobre os usos dos meios de transporte e deslocação recolhidas na Cidade do Luxemburgo através da modalidade de entrevista em movimento, conjugada com a utilização da observação direta. Estudos diversos têm versado sobre as mobilidades pendulares ligadas aos trajetos casa-trabalho e vice-versa, enquanto fenómenos estáticos, debruçando-se, nomeadamente, sobre a caraterização dos fluxos e dos motivos que levam os atores a usarem um ou outro meio de deslocação, de forma continuada e rotineira. Neste texto, apresentamos uma análise ao fenómeno que privilegia a dimensão criativa dos trajetos casa-trabalho, elucidando a forma como estes são objetos de composição e de construção, por parte dos sujeitos, refletindo formas de avaliar e pensar sobre a vida, assim como de participar de forma ativa na desconstrução e na crítica às formas de (re) produção social do espaço e do tempo da cidade. O texto formula algumas considerações acerca do interesse das abordagens centradas nas narrativas da mobilidade para a compreensão das escolhas e usos dos meios de transporte e deslocação. |
|---|---|
| Autores principais: | Martins,Heidi |
| Outros Autores: | Araújo,Emília |
| Assunto: | tempo espaço quotidiano transporte experiência |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Este artigo tem como objetivo descrever e analisar um conjunto de narrativas sobre os usos dos meios de transporte e deslocação recolhidas na Cidade do Luxemburgo através da modalidade de entrevista em movimento, conjugada com a utilização da observação direta. Estudos diversos têm versado sobre as mobilidades pendulares ligadas aos trajetos casa-trabalho e vice-versa, enquanto fenómenos estáticos, debruçando-se, nomeadamente, sobre a caraterização dos fluxos e dos motivos que levam os atores a usarem um ou outro meio de deslocação, de forma continuada e rotineira. Neste texto, apresentamos uma análise ao fenómeno que privilegia a dimensão criativa dos trajetos casa-trabalho, elucidando a forma como estes são objetos de composição e de construção, por parte dos sujeitos, refletindo formas de avaliar e pensar sobre a vida, assim como de participar de forma ativa na desconstrução e na crítica às formas de (re) produção social do espaço e do tempo da cidade. O texto formula algumas considerações acerca do interesse das abordagens centradas nas narrativas da mobilidade para a compreensão das escolhas e usos dos meios de transporte e deslocação. |
|---|