Publicação
As reconfigurações do culture jamming no ambiente digital: o caso dos memes anticonsumismo na campanha #antiblackfriday (Brasil)
| Resumo: | Resumo Este artigo foi originalmente desenvolvido no âmbito da pesquisa de doutoramento realizada com bolsa da Fapes - Fundação de Amparo à Pesquisa e à Inovação do Espírito Santo (Brasil), e aprimorado durante período de estágio de pesquisa pelo Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE) realizado na Universidade de Lisboa, com bolsa da Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, instituições às quais agradeço. Neste artigo discuto as reconfigurações do fenômeno chamado de culture jamming, característico da dimensão comunicativa do consumo político, a partir da apropriação de memes da Internet como uma ferramenta de crítica ao consumo. Com base na etnografia da criação e implementação da campanha #antiblackfriday, realizada em 2020 no Brasil como um processo planejado que fez uso deliberado de memes, exploro reflexões recentes sobre estes como ferramenta estratégica política criativa, que foge do formalismo institucional e é uma expressão da política da vida cotidiana no espaço digital; abordo o humor como elemento performático central para a crítica por meio dos memes; analiso os recursos retóricos mobilizados em um conjunto semântico polissêmico e as reações à campanha em redes sociais digitais. Argumento que a utilização de memes da Internet atualiza as estratégias de culture jamming ao se apropriar de um formato de mídia que, por si, já consiste em um remix das imagens da mídia dominante; e, ainda, permite um espaço para o registro de opiniões e de conversas ligeiras a partir das reações provocadas, possibilitando o avanço para uma dimensão dialógica que reforça a característica política do fenômeno. |
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| Autores principais: | Ramos,Liliane Moreira |
| Assunto: | culture jamming consumo político meme Black Friday anticonsumismo |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Resumo Este artigo foi originalmente desenvolvido no âmbito da pesquisa de doutoramento realizada com bolsa da Fapes - Fundação de Amparo à Pesquisa e à Inovação do Espírito Santo (Brasil), e aprimorado durante período de estágio de pesquisa pelo Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE) realizado na Universidade de Lisboa, com bolsa da Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, instituições às quais agradeço. Neste artigo discuto as reconfigurações do fenômeno chamado de culture jamming, característico da dimensão comunicativa do consumo político, a partir da apropriação de memes da Internet como uma ferramenta de crítica ao consumo. Com base na etnografia da criação e implementação da campanha #antiblackfriday, realizada em 2020 no Brasil como um processo planejado que fez uso deliberado de memes, exploro reflexões recentes sobre estes como ferramenta estratégica política criativa, que foge do formalismo institucional e é uma expressão da política da vida cotidiana no espaço digital; abordo o humor como elemento performático central para a crítica por meio dos memes; analiso os recursos retóricos mobilizados em um conjunto semântico polissêmico e as reações à campanha em redes sociais digitais. Argumento que a utilização de memes da Internet atualiza as estratégias de culture jamming ao se apropriar de um formato de mídia que, por si, já consiste em um remix das imagens da mídia dominante; e, ainda, permite um espaço para o registro de opiniões e de conversas ligeiras a partir das reações provocadas, possibilitando o avanço para uma dimensão dialógica que reforça a característica política do fenômeno. |
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