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Tratamento da Insónia no Doente Idoso Hospitalizado

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Existem múltiplos fatores que podem contribuir para uma má qualidade de sono no doente idoso hospitalizado. Os clínicos têm à disposição várias intervenções não farmacológicas e farmacológicas. O presente artigo pretende fazer uma revisão narrativa das diferentes opções terapêuticas. No tratamento da insónia do doente idoso hospitalizado deve ser dada primazia às medidas não farmacológicas que irão melhorar a qualidade do sono e consequentemente melhorar o bem-estar e a sua recuperação. Algumas medidas podem ser aplicadas durante o dia sendo disso exemplo minimizar sestas diurnas, prevenir e tratar delirium bem como pesquisar e tratar doenças do sono que não estejam diagnosticadas. Relativamente às medidas farmacológicas, mais do que salientar os fármacos com menos efeitos prejudiciais, pretendemos reforçar a evicção de alguns fármacos, pelos seus efeitos adversos e impacto nas outras comorbilidades destes doentes, como as benzodiazepinas com semivida longa e os anti-histamínicos. Outros fármacos a considerar na prática clínica são os não-benzodiazepinicos como o zolpidem e antidepressivos com efeito sedativo como a mirtazapina e a trazodona.
Autores principais:Távora,Catarina
Outros Autores:Silva,João; Alves,Mariana; Fonseca,Teresa; Paiva,Teresa
Assunto:Distúrbios do Início e da Manutenção do Sono Hospitalização Idoso.
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Existem múltiplos fatores que podem contribuir para uma má qualidade de sono no doente idoso hospitalizado. Os clínicos têm à disposição várias intervenções não farmacológicas e farmacológicas. O presente artigo pretende fazer uma revisão narrativa das diferentes opções terapêuticas. No tratamento da insónia do doente idoso hospitalizado deve ser dada primazia às medidas não farmacológicas que irão melhorar a qualidade do sono e consequentemente melhorar o bem-estar e a sua recuperação. Algumas medidas podem ser aplicadas durante o dia sendo disso exemplo minimizar sestas diurnas, prevenir e tratar delirium bem como pesquisar e tratar doenças do sono que não estejam diagnosticadas. Relativamente às medidas farmacológicas, mais do que salientar os fármacos com menos efeitos prejudiciais, pretendemos reforçar a evicção de alguns fármacos, pelos seus efeitos adversos e impacto nas outras comorbilidades destes doentes, como as benzodiazepinas com semivida longa e os anti-histamínicos. Outros fármacos a considerar na prática clínica são os não-benzodiazepinicos como o zolpidem e antidepressivos com efeito sedativo como a mirtazapina e a trazodona.