Publicação
O EFEITO DA PRÁTICA REGULAR DE EXERCÍCIO FÍSICO NA PREVENÇÃO DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE
| Resumo: | RESUMO Introdução/enquadramento/objetivos Trata-se de um fenómeno ocupacional caracterizado por exaustão emocional, despersonalização e atenuação da realização profissional. Taxas elevadas deste em profissionais de saúde acarretam consequências graves a nível individual, social/familiar e laboral, podendo associar-se a erros com impacto nos cuidados prestados aos doentes. As medidas de prevenção devem ser implementadas a nível organizacional, nos serviços/equipas de saúde e em contexto individualnomeadamente medidas comportamentais como a prática regular de exercício físico, estratégia conhecida para promoção da saúde mental. Assim, esta revisão pretende avaliar se a prática regular de exercício físico é eficaz na prevenção/redução dos níveis de burnout nos profissionais de saúde. METODOLOGIA Esta revisão foi realizada com recurso a pesquisa nas bases de dados PubMed, The Cochrane Library, Scopus e Web of Science de artigos publicados entre janeiro de 2010 e outubro de 2025. Os critérios de inclusão foram definidos pela estratégia PICOs: profissionais de saúde praticantes de exercício físico regular em comparação com sendentários, versus burnout, medido através de escalas validadas. Foram incluídas meta-análises, revisões sistemáticas e ensaios clínicos controlados e randomizados; existiu ainda inserção secundária de estudos de coorte, quase-experimentais ou pré/pós com controlo. Recorreu-se à Strength of Recommendation Taxonomy para avaliação do nível de evidência e determinação da força de recomendação. Resultados Foram incluídos cinco artigos: um ensaio clínico controlado e randomizado, duas revisões sistemáticas e dois estudos de coorte. A globalidade dos estudos mostrou associação entre a prática regular de exercício físico e taxas mais baixas de burnout. Dois estudos mostraram um efeito de gradiente, com uma incidência de burnout cada vez menor, ou uma melhoria das suas dimensões mais acentuada, quanto mais exercício fosse realizado. Discussão e Conclusões Os resultados desta revisão sugerem que a prática regular de exercício se associa a menor risco de burnout, com uma força de recomendação “B”. Apesar de algumas limitações metodológicas, a consistência dos resultados entre estudos é encorajadora, pelo que os profissionais de saúde devem implementar a prática de exercício no seu dia-a-dia, mesmo que por curtos períodos, de forma regular e consistente. No entanto, o sucesso desta recomendação está dependente da implementação de outras medidas a nível institucional e organizacional que permitam ao trabalhador fazer uma melhor gestão entre vida profissional e pessoal. |
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| Autores principais: | Magalhães,M |
| Outros Autores: | Baía,T; Palmeira,C; Peixoto,J; Codeço,C |
| Assunto: | Exercício físico Burnout Riscos psicossociais Profissionais de saúde Medicina do Trabalho Enfermagem do Trabalho. |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | RESUMO Introdução/enquadramento/objetivos Trata-se de um fenómeno ocupacional caracterizado por exaustão emocional, despersonalização e atenuação da realização profissional. Taxas elevadas deste em profissionais de saúde acarretam consequências graves a nível individual, social/familiar e laboral, podendo associar-se a erros com impacto nos cuidados prestados aos doentes. As medidas de prevenção devem ser implementadas a nível organizacional, nos serviços/equipas de saúde e em contexto individualnomeadamente medidas comportamentais como a prática regular de exercício físico, estratégia conhecida para promoção da saúde mental. Assim, esta revisão pretende avaliar se a prática regular de exercício físico é eficaz na prevenção/redução dos níveis de burnout nos profissionais de saúde. METODOLOGIA Esta revisão foi realizada com recurso a pesquisa nas bases de dados PubMed, The Cochrane Library, Scopus e Web of Science de artigos publicados entre janeiro de 2010 e outubro de 2025. Os critérios de inclusão foram definidos pela estratégia PICOs: profissionais de saúde praticantes de exercício físico regular em comparação com sendentários, versus burnout, medido através de escalas validadas. Foram incluídas meta-análises, revisões sistemáticas e ensaios clínicos controlados e randomizados; existiu ainda inserção secundária de estudos de coorte, quase-experimentais ou pré/pós com controlo. Recorreu-se à Strength of Recommendation Taxonomy para avaliação do nível de evidência e determinação da força de recomendação. Resultados Foram incluídos cinco artigos: um ensaio clínico controlado e randomizado, duas revisões sistemáticas e dois estudos de coorte. A globalidade dos estudos mostrou associação entre a prática regular de exercício físico e taxas mais baixas de burnout. Dois estudos mostraram um efeito de gradiente, com uma incidência de burnout cada vez menor, ou uma melhoria das suas dimensões mais acentuada, quanto mais exercício fosse realizado. Discussão e Conclusões Os resultados desta revisão sugerem que a prática regular de exercício se associa a menor risco de burnout, com uma força de recomendação “B”. Apesar de algumas limitações metodológicas, a consistência dos resultados entre estudos é encorajadora, pelo que os profissionais de saúde devem implementar a prática de exercício no seu dia-a-dia, mesmo que por curtos períodos, de forma regular e consistente. No entanto, o sucesso desta recomendação está dependente da implementação de outras medidas a nível institucional e organizacional que permitam ao trabalhador fazer uma melhor gestão entre vida profissional e pessoal. |
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