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Endoftalmite Endógena e Urosépsis por Escherichia coli: Uma Associação Inesperada

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A endoftalmite é uma patologia que requer um alto grau de suspeição para o diagnóstico, especialmente em doentes imunossuprimidos, sendo a rapidez de instituição de tratamento crucial para a prevenção da amaurose. Os autores apresentam o caso de uma mulher de 70 anos, com doença metastática pulmonar bilateral de um carcinoma neuroendócrino de grandes células, mal diferenciado, sob quimioterapia (carboplatina e docetaxel) que é internada cinco dias após o seu último ciclo de quimioterapia por neutropenia febril e urosépsis com bacteriemia por Escherichia coli. Desenvolve de forma súbita sinais inflamatórios e prurido do olho direito, que progridem de modo exuberante ao longo de 24 horas. A tomografia computorizada realizada descreve proptose e celulite extensa dos tecidos peri-orbitários, traduzindo panoftalmite. Foi assumida endoftalmite por disseminação hematogénea de Escherichia coli tendo a doente sido submetida a colheita de produtos (humor aquoso) sem isolamento de agentes microbiológicos. A doente foi medicada com injecção intra-vítrea de antibiótico (dose única) e antibioterapia tópica e sistémica durante 21 dias com boa evolução, não tendo sido necessária enucleação para controlo de foco infeccioso, porém tendo decorrido amaurose completa do olho afectado.
Autores principais:Ferreira,Inês Henriques
Outros Autores:Bertão,Manuela Vidigal; Medeiros,Pedro; Zão,Ana; Reis,Ernestina
Assunto:Endoftalmite Hospedeiro Imunocomprometido Infecções por Escherichia coli Infecções Urinárias
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:relatório
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:A endoftalmite é uma patologia que requer um alto grau de suspeição para o diagnóstico, especialmente em doentes imunossuprimidos, sendo a rapidez de instituição de tratamento crucial para a prevenção da amaurose. Os autores apresentam o caso de uma mulher de 70 anos, com doença metastática pulmonar bilateral de um carcinoma neuroendócrino de grandes células, mal diferenciado, sob quimioterapia (carboplatina e docetaxel) que é internada cinco dias após o seu último ciclo de quimioterapia por neutropenia febril e urosépsis com bacteriemia por Escherichia coli. Desenvolve de forma súbita sinais inflamatórios e prurido do olho direito, que progridem de modo exuberante ao longo de 24 horas. A tomografia computorizada realizada descreve proptose e celulite extensa dos tecidos peri-orbitários, traduzindo panoftalmite. Foi assumida endoftalmite por disseminação hematogénea de Escherichia coli tendo a doente sido submetida a colheita de produtos (humor aquoso) sem isolamento de agentes microbiológicos. A doente foi medicada com injecção intra-vítrea de antibiótico (dose única) e antibioterapia tópica e sistémica durante 21 dias com boa evolução, não tendo sido necessária enucleação para controlo de foco infeccioso, porém tendo decorrido amaurose completa do olho afectado.