Publicação
Estratégias de enfrentamento de mães de crianças com doenças crônicas durante internação
| Resumo: | Resumo Situações estressoras são demandas, internas ou externas, percebidas pelo indivíduo como sobrecarregando ou excedendo seus recursos sociais e pessoais. Entre as situações estressoras reconhecidamente impactantes na literatura, destacam-se o adoecimento e a hospitalização de um(a) filho(a) com doença crônica. Considerando o cenário potencialmente estressor da internação de crianças com doenças crônicas, e o fato de que a mãe é a principal cuidadora nesse contexto, o presente estudo teve o objetivo de identificar as estratégias de enfrentamento utilizadas por mães de crianças com doença crônica que se encontram hospitalizadas. Trata-se de estudo observacional, transversal e abordagem quantitativa. Participaram 37 mães de crianças com doenças crônicas, internadas em enfermaria de pediatria de um hospital universitário, de alta complexidade. As mães tinham 18 anos ou mais e foram entrevistadas segundo um roteiro de entrevista semiestruturada elaborado para o estudo. Também foram consultados os prontuários das crianças para complementar dados clínicos. O referencial teórico utilizado para a identificação das estratégias de enfrentamento foi a Teoria Motivacional do Coping (TMC). De acordo com os resultados, as mães apresentaram estratégias de enfrentamento consideradas adaptativas, relacionadas à avaliação da situação de adoecimento e hospitalização da criança como um desafio às suas necessidades psicológicas básicas. As mães relataram utilizar especialmente estratégias de busca de suporte e autoconfiança, referentes à necessidade básica de relacionamento, e acomodação, referente à necessidade básica de autonomia. Conclui-se que as mães apresentam processo adaptativo à situação de adoecimento e hospitalização do(a) filho(a) e reforça a importância da atenção integral aos familiares e pacientes hospitalizados. |
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| Autores principais: | Prata,Isabel |
| Outros Autores: | Padovani,Flávia |
| Assunto: | Adaptação psicológica mães doença crônica hospitalização infantil |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Resumo Situações estressoras são demandas, internas ou externas, percebidas pelo indivíduo como sobrecarregando ou excedendo seus recursos sociais e pessoais. Entre as situações estressoras reconhecidamente impactantes na literatura, destacam-se o adoecimento e a hospitalização de um(a) filho(a) com doença crônica. Considerando o cenário potencialmente estressor da internação de crianças com doenças crônicas, e o fato de que a mãe é a principal cuidadora nesse contexto, o presente estudo teve o objetivo de identificar as estratégias de enfrentamento utilizadas por mães de crianças com doença crônica que se encontram hospitalizadas. Trata-se de estudo observacional, transversal e abordagem quantitativa. Participaram 37 mães de crianças com doenças crônicas, internadas em enfermaria de pediatria de um hospital universitário, de alta complexidade. As mães tinham 18 anos ou mais e foram entrevistadas segundo um roteiro de entrevista semiestruturada elaborado para o estudo. Também foram consultados os prontuários das crianças para complementar dados clínicos. O referencial teórico utilizado para a identificação das estratégias de enfrentamento foi a Teoria Motivacional do Coping (TMC). De acordo com os resultados, as mães apresentaram estratégias de enfrentamento consideradas adaptativas, relacionadas à avaliação da situação de adoecimento e hospitalização da criança como um desafio às suas necessidades psicológicas básicas. As mães relataram utilizar especialmente estratégias de busca de suporte e autoconfiança, referentes à necessidade básica de relacionamento, e acomodação, referente à necessidade básica de autonomia. Conclui-se que as mães apresentam processo adaptativo à situação de adoecimento e hospitalização do(a) filho(a) e reforça a importância da atenção integral aos familiares e pacientes hospitalizados. |
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