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Medicalização e saúde mental: Estratégias alternativas

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Summary:INTRODUÇÃO: A normatização do comportamento, baseada na prescrição de fármacos, tem sido utilizada indiscriminadamente. Uma verdadeira epidemia de diagnósticos, priorizando e delegando à neurobiologia a responsabilidade dos desajustes de crianças e adultos, tem desprezado aspectos psicológicos, históricos e sociais. OBJETIVO: Discutir as alternativas ao modelo biomédico predominante e à medicalização indiscriminada de crianças e adultos, problematizando e sugerindo possíveis estratégias em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, oferecidas na Rede Pública de Saúde brasileira. MÉTODOS: É um trabalho discursivo, expositivo-argumentativo, que versa sobre um tema específico, ancorado no Método de Leitura Científica, que pressupõe as visões sincrética, analítica e sintética. CONCLUSÕES: Todos os profissionais de saúde devem sentir-se capazes do cuidado em Saúde Mental, além do tratamento farmacológico, visto que, em grande parte dos casos, o que o paciente deseja é empatia e escuta honesta. E se, de fato, muitos dos diagnósticos não são clinicamente válidos, porque são uma forma socialmente construída de medicalizar comportamentos "indesejáveis", então a sua remoção do DSM não somente é lógica, como também é ética e necessária.
Main Authors:Zanella,Michele
Other Authors:Luz,Heloísa Helena Venturi; Benetti,Idonézia Collodel; Roberti Junior,João Paulo
Subject:Medicalização Sistemas de apoio psicossocial Saúde mental Serviços de saúde mental
Year:2016
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Language:Portuguese
Origin:SciELO Portugal
Description
Summary:INTRODUÇÃO: A normatização do comportamento, baseada na prescrição de fármacos, tem sido utilizada indiscriminadamente. Uma verdadeira epidemia de diagnósticos, priorizando e delegando à neurobiologia a responsabilidade dos desajustes de crianças e adultos, tem desprezado aspectos psicológicos, históricos e sociais. OBJETIVO: Discutir as alternativas ao modelo biomédico predominante e à medicalização indiscriminada de crianças e adultos, problematizando e sugerindo possíveis estratégias em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, oferecidas na Rede Pública de Saúde brasileira. MÉTODOS: É um trabalho discursivo, expositivo-argumentativo, que versa sobre um tema específico, ancorado no Método de Leitura Científica, que pressupõe as visões sincrética, analítica e sintética. CONCLUSÕES: Todos os profissionais de saúde devem sentir-se capazes do cuidado em Saúde Mental, além do tratamento farmacológico, visto que, em grande parte dos casos, o que o paciente deseja é empatia e escuta honesta. E se, de fato, muitos dos diagnósticos não são clinicamente válidos, porque são uma forma socialmente construída de medicalizar comportamentos "indesejáveis", então a sua remoção do DSM não somente é lógica, como também é ética e necessária.