Publicação
Vivendo em mundos saturados de várias presenças
| Resumo: | O artigo focaliza as controvérsias e conflitos decorrentes do uso de conceitos como coisa (sani) e cultura (kulturu), bem como os significados que os maroon Cottica Ndyuka creditam às relações entre pessoas e artefatos materiais. Para explorar o complexo trânsito dessas noções entre os maroons que habitam o povoado de Moengo e aldeias localizadas no leste do Suriname, dois eventos serão conhecidos por meio da atenção a alguns dos seus efeitos. A instalação de um objeto de arte feita por um artista holandês, mas inspirada em estruturas de madeira, tecido, palha e outros elementos usados nos vilarejos castanhos conhecidos como kifunga; e as negociações que se seguiram ao que os Cottica Ndyuka cristãos-pentecostais (conhecidos como keleki sama) interpretam como uma clara alusão ao paganismo existente nas aldeias, mas que não pode existir em Moengo - o uso de artefatos materiais. Os rumores e conflitos decorrentes destes dois modos de presentificação das relações entre seres humanos e não humanos e artefatos materiais serão conhecidos a partir de suas configurações locais. Por meio de uma análise intercalada por referências históricas e etnográficas aos modos de territorialização dos Ndyuka na região. |
|---|---|
| Autores principais: | Cunha,Olívia Maria Gomes da |
| Assunto: | maroons artefatos arte materialidade Caribe Suriname |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | O artigo focaliza as controvérsias e conflitos decorrentes do uso de conceitos como coisa (sani) e cultura (kulturu), bem como os significados que os maroon Cottica Ndyuka creditam às relações entre pessoas e artefatos materiais. Para explorar o complexo trânsito dessas noções entre os maroons que habitam o povoado de Moengo e aldeias localizadas no leste do Suriname, dois eventos serão conhecidos por meio da atenção a alguns dos seus efeitos. A instalação de um objeto de arte feita por um artista holandês, mas inspirada em estruturas de madeira, tecido, palha e outros elementos usados nos vilarejos castanhos conhecidos como kifunga; e as negociações que se seguiram ao que os Cottica Ndyuka cristãos-pentecostais (conhecidos como keleki sama) interpretam como uma clara alusão ao paganismo existente nas aldeias, mas que não pode existir em Moengo - o uso de artefatos materiais. Os rumores e conflitos decorrentes destes dois modos de presentificação das relações entre seres humanos e não humanos e artefatos materiais serão conhecidos a partir de suas configurações locais. Por meio de uma análise intercalada por referências históricas e etnográficas aos modos de territorialização dos Ndyuka na região. |
|---|