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Moderadores e mediadores da relação entre a psicopatologia e a obesidade ou sobrepeso na adolescência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O excesso de peso e a obesidade na adolescência podem ter fortes repercussões psicossociais, no entanto, nem todos os adolescentes com excesso de peso apresentam comprometimento no seu funcionamento psicológico e social. Na literatura é possível encontrar estudos que relatam fortes associações entre a obesidade e a psicopatologia, e estudos que não encontraram índices de psicopatologia superiores nos adolescentes com excessos de peso, comparativamente com adolescentes com peso normal. Esta falta de congruência entre estudos, realça o papel que determinadas variáveis podem ter na resiliência às consequências negativas da obesidade. Muitos dos estudos que mostram que não existe uma relação directa entre o sobrepeso e os problemas psicológicos salientam, o papel regulador das competências emocionais, coping e variáveis sócio-familiares. O presente artigo procura fazer uma revisão de estudos sobre a relação entre obesidade e psicopatologia bem como apresentar quais os factores moderadores e mediadores mais referidos e que podem explicar a variabilidade de resultados empíricos encontrados nesta área. Uma melhor compreensão destes factores pode ser útil na construção de programas preventivos e remediativos, com maior taxa de sucesso.
Autores principais:Rosa,Marta Freitas
Outros Autores:Gonçalves,Sónia
Assunto:Obesidade Sobrepeso Adolescência Psicopatologia Moderadores Suporte Social Emoções
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:O excesso de peso e a obesidade na adolescência podem ter fortes repercussões psicossociais, no entanto, nem todos os adolescentes com excesso de peso apresentam comprometimento no seu funcionamento psicológico e social. Na literatura é possível encontrar estudos que relatam fortes associações entre a obesidade e a psicopatologia, e estudos que não encontraram índices de psicopatologia superiores nos adolescentes com excessos de peso, comparativamente com adolescentes com peso normal. Esta falta de congruência entre estudos, realça o papel que determinadas variáveis podem ter na resiliência às consequências negativas da obesidade. Muitos dos estudos que mostram que não existe uma relação directa entre o sobrepeso e os problemas psicológicos salientam, o papel regulador das competências emocionais, coping e variáveis sócio-familiares. O presente artigo procura fazer uma revisão de estudos sobre a relação entre obesidade e psicopatologia bem como apresentar quais os factores moderadores e mediadores mais referidos e que podem explicar a variabilidade de resultados empíricos encontrados nesta área. Uma melhor compreensão destes factores pode ser útil na construção de programas preventivos e remediativos, com maior taxa de sucesso.