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HÁ LUGAR PARA A BOLA SUIÇA NA SAÚDE OCUPACIONAL?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:RESUMO Introdução/enquadramento/objetivos: A Bola Suíça é razoavelmente frequente em ginásios e outros locais de treino, sendo que a dada altura vários indivíduos defenderam a sua utilização em locais de trabalho e até de ensino. Pretende-se com esta revisão perceber se existe investigação robusta sobre o tema e quais as conclusões da mesma, de forma a se poder aconselhar ou não o seu uso (e, em caso afirmativo, em que moldes), sobretudo em contexto laboral. Metodologia: Trata-se de uma Revisão Bibliográfica, iniciada através de uma pesquisa realizada em abril de 2024 nas bases de dados “CINALH plus with full text, Medline with full text, Database of Abstracts of Reviews of Effects, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Nursing and Allied Health Collection: comprehensive, MedicLatina e RCAAP”. Conteúdo: Ela é usada há mais de 40 anos. Inicialmente era de menor dimensão, direcionada para crianças e só depois passou a ser utilizada em adultos com alterações ortopédicas e/ou neurológicas, em contexto de fisioterapia. Contudo, desde o século II AC que alguns filósofos gregos defendiam os benefícios do exercício com uma bola. Para além disso, a maioria considera que as bolas têm uma dimensão lúdica associada. Nos EUA este objeto era designado desta forma porque a maioria dos terapeutas conheceu o objeto nesse país europeu; posteriormente, na década de 90 este objeto passou a ser também utilizado na América do Sul. Outros autores também designaram por "fit ball". Mais recentemente é também utilizada por personal trainers e indivíduos que pretendem melhorias físicas e/ou fazer prevenção de alguns problemas. O custo é considerado baixo, o uso é agradável e os resultados satisfatórios. Discussão e Conclusões: Apesar de não existirem estudos muito robustos sobre o tema, a generalidade dos investigadores considera que este instrumento tem utilidade em contexto ocupacional (por exemplo, inserido num programa de ginástica laboral), ainda que as recomendações de usar o mesmo como assento, sobretudo por períodos prolongados, pareça apresentar mais desvantagens que benefícios.
Autores principais:Santos,M
Outros Autores:Almeida,A; Chagas,D
Assunto:bola suíça saúde ocupacional medicina do trabalho enfermagem do trabalho e segurança no trabalho
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:RESUMO Introdução/enquadramento/objetivos: A Bola Suíça é razoavelmente frequente em ginásios e outros locais de treino, sendo que a dada altura vários indivíduos defenderam a sua utilização em locais de trabalho e até de ensino. Pretende-se com esta revisão perceber se existe investigação robusta sobre o tema e quais as conclusões da mesma, de forma a se poder aconselhar ou não o seu uso (e, em caso afirmativo, em que moldes), sobretudo em contexto laboral. Metodologia: Trata-se de uma Revisão Bibliográfica, iniciada através de uma pesquisa realizada em abril de 2024 nas bases de dados “CINALH plus with full text, Medline with full text, Database of Abstracts of Reviews of Effects, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Nursing and Allied Health Collection: comprehensive, MedicLatina e RCAAP”. Conteúdo: Ela é usada há mais de 40 anos. Inicialmente era de menor dimensão, direcionada para crianças e só depois passou a ser utilizada em adultos com alterações ortopédicas e/ou neurológicas, em contexto de fisioterapia. Contudo, desde o século II AC que alguns filósofos gregos defendiam os benefícios do exercício com uma bola. Para além disso, a maioria considera que as bolas têm uma dimensão lúdica associada. Nos EUA este objeto era designado desta forma porque a maioria dos terapeutas conheceu o objeto nesse país europeu; posteriormente, na década de 90 este objeto passou a ser também utilizado na América do Sul. Outros autores também designaram por "fit ball". Mais recentemente é também utilizada por personal trainers e indivíduos que pretendem melhorias físicas e/ou fazer prevenção de alguns problemas. O custo é considerado baixo, o uso é agradável e os resultados satisfatórios. Discussão e Conclusões: Apesar de não existirem estudos muito robustos sobre o tema, a generalidade dos investigadores considera que este instrumento tem utilidade em contexto ocupacional (por exemplo, inserido num programa de ginástica laboral), ainda que as recomendações de usar o mesmo como assento, sobretudo por períodos prolongados, pareça apresentar mais desvantagens que benefícios.