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REFLEXÕES ACERCA DAS RELAÇÕES DE PODER E A GUERRA ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA: AUTORIDADE, LIDERANÇA E DETENTOR DO PODER. A PESSOA HUMANA VERSUS A PESSOA INDIVÍDUO

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Vivemos uma crise de autoridade, apresentando-se alternadamente ao redor do mundo, ora em excesso, ora em ausência. A autoridade é comumente confundida com alguma forma de poder ou violência, visto que ela sempre exige obediência. O presente artigo visa elucidar essa confusão através das recentes atitudes que vem sendo tomadas na guerra entre Rússia e Ucrânia. Contudo, a autoridade exclui meios externos de coerção; onde a força ou a violência é usada, a autoridade em si mesma fracassou. A violência deve ser a ultima ratio nas relações entre nações e, das ações domésticas, a mais vergonhosa, sendo considerada sempre a característica saliente da tirania. O presente estudo demonstrará que a polarização extrema, fenômeno mundial, desdobra-se e influencia terríveis atos, dentre eles, a culminância da guerra entre Rússia e Ucrânia, o que somente comprova o quanto o sectarismo têm enfraquecido as democracias ao redor do mundo. Pode-se mesmo dizer que as numerosas oscilações na opinião pública, que há mais de cento e cinquenta anos têm balançado a intervalos regulares de um clima liberal a outro conservador, e de volta para outro mais liberal, resultaram somente em um maior solapamento de ambas, destruindo o significado político de ambas, a partir da polarização política que vivenciamos atualmente e, em especial, desse clima de nostalgia da Guerra Fria que se têm visto.
Autores principais:Puosso,Desirée Garção
Outros Autores:Husek,Carlos Roberto
Assunto:Poder Guerra Rússia Ucrânia Autoridade
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Vivemos uma crise de autoridade, apresentando-se alternadamente ao redor do mundo, ora em excesso, ora em ausência. A autoridade é comumente confundida com alguma forma de poder ou violência, visto que ela sempre exige obediência. O presente artigo visa elucidar essa confusão através das recentes atitudes que vem sendo tomadas na guerra entre Rússia e Ucrânia. Contudo, a autoridade exclui meios externos de coerção; onde a força ou a violência é usada, a autoridade em si mesma fracassou. A violência deve ser a ultima ratio nas relações entre nações e, das ações domésticas, a mais vergonhosa, sendo considerada sempre a característica saliente da tirania. O presente estudo demonstrará que a polarização extrema, fenômeno mundial, desdobra-se e influencia terríveis atos, dentre eles, a culminância da guerra entre Rússia e Ucrânia, o que somente comprova o quanto o sectarismo têm enfraquecido as democracias ao redor do mundo. Pode-se mesmo dizer que as numerosas oscilações na opinião pública, que há mais de cento e cinquenta anos têm balançado a intervalos regulares de um clima liberal a outro conservador, e de volta para outro mais liberal, resultaram somente em um maior solapamento de ambas, destruindo o significado político de ambas, a partir da polarização política que vivenciamos atualmente e, em especial, desse clima de nostalgia da Guerra Fria que se têm visto.