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Adoecer como (des)construção da saúde mental pública

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo de natureza qualitativa se propõe a explorar a manutenção do processo de adoecimento derivada de Incapacidade Temporária ao Trabalho com participantes trabalhadores em situação de longos períodos de ausência afastamento ao trabalho (>120 dias) no Brasil e em Portugal. Constitui-se em 18 participantes na construção do método da entrevista de reconstituição biográfica cujo conteúdo foi submetido a análise temática e recurso à aplicação informática Nvivo11. A precariedade do trabalho, conflitos e pressões por produtividade levam às questões centrais de investigação quanto ao desenvolvimento de adoecimento antes e após a concessão do afastamento; narrativas da trajetória profissional enquanto processo de envelhecimento no gerenciamento da saúde e indícios de implicação institucional na saúde mental. Concluímos que normas são passíveis de renormatização mediante o gerir o trabalho com a vida, paciente na condição de ser e estar adoecido, relação entre saúde e trabalho enquanto debate e existência nas experiências de vida.
Autores principais:Bueno,Maria Angélica
Outros Autores:Mendes,Jussara; Lacomblez,Marianne; Cunha,Liliana
Assunto:experiência adoecimento afastamento do trabalho saúde mental
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Este estudo de natureza qualitativa se propõe a explorar a manutenção do processo de adoecimento derivada de Incapacidade Temporária ao Trabalho com participantes trabalhadores em situação de longos períodos de ausência afastamento ao trabalho (>120 dias) no Brasil e em Portugal. Constitui-se em 18 participantes na construção do método da entrevista de reconstituição biográfica cujo conteúdo foi submetido a análise temática e recurso à aplicação informática Nvivo11. A precariedade do trabalho, conflitos e pressões por produtividade levam às questões centrais de investigação quanto ao desenvolvimento de adoecimento antes e após a concessão do afastamento; narrativas da trajetória profissional enquanto processo de envelhecimento no gerenciamento da saúde e indícios de implicação institucional na saúde mental. Concluímos que normas são passíveis de renormatização mediante o gerir o trabalho com a vida, paciente na condição de ser e estar adoecido, relação entre saúde e trabalho enquanto debate e existência nas experiências de vida.