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O “arrastão” de Carcavelos como onda noticiosa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O crime fornece aos meios de comunicação uma matriz de desvio comportamental e gera uma fonte inesgotável de notícias. Em contextos muito particulares, o grau de unanimidade entre meios de comunicação, o consenso entre definidores primários, o volume da cobertura jornalística e o exagero ou distorção inerentes à catalogação de várias ocorrências numa categoria ressonante geram ondas noticiosas num curto intervalo temporal, um fenómeno que carece ainda de enquadramento sociológico. O artigo descreve como o “arrastão” de Carcavelos de 2005 acompanhou o modelo descrito por Peter Vasterman para as ondas noticiosas, sugerindo um elemento adicional: quando a onda noticiosa se forma perante um consenso alargado, é escassa a disponibilidade para incorporar na cobertura jornalística elementos que contradigam o enquadramento predominante.
Autores principais:Rosa,Gonçalo Pereira
Assunto:ondas noticiosas jornalismo distorção crime media
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:O crime fornece aos meios de comunicação uma matriz de desvio comportamental e gera uma fonte inesgotável de notícias. Em contextos muito particulares, o grau de unanimidade entre meios de comunicação, o consenso entre definidores primários, o volume da cobertura jornalística e o exagero ou distorção inerentes à catalogação de várias ocorrências numa categoria ressonante geram ondas noticiosas num curto intervalo temporal, um fenómeno que carece ainda de enquadramento sociológico. O artigo descreve como o “arrastão” de Carcavelos de 2005 acompanhou o modelo descrito por Peter Vasterman para as ondas noticiosas, sugerindo um elemento adicional: quando a onda noticiosa se forma perante um consenso alargado, é escassa a disponibilidade para incorporar na cobertura jornalística elementos que contradigam o enquadramento predominante.