Publicação
Relação médico-doente e raciocínio clínico na consulta com acompanhante: reflexão a propósito dum relato de caso
| Resumo: | Introdução: A presença de acompanhantes nas consultas de medicina geral e familiar (MGF) é frequente; no entanto, as suas implicações não estão bem estudadas. A discussão deste caso clínico tem como objetivo refletir como a presença de acompanhantes na consulta pode interferir na relação médico-doente e no raciocínio clínico. Descrição do caso: Doente de 33 anos, estrangeiro, apresenta-se com um quadro de agravamento da enxaqueca e crises suspeitas de epilepsia, com cerca de dois anos de evolução. Foi estudado em internamento de neurologia, sem diagnóstico estabelecido. Na consulta de MGF, devido à barreira linguística, a companheira por vezes falava pelo doente e descrevia episódios compatíveis com crises epiléticas. No entanto, aprofundando as queixas do doente, foram diagnosticadas perturbação depressiva major e perturbação de pânico. O doente respondeu favoravelmente à abordagem e ao tratamento, permitindo-lhe retomar a sua atividade profissional. Comentário: A perspetiva generalista, biopsicossocial e centrada na pessoa permite ao médico de família identificar as queixas e o conjunto das queixas dos doentes, físicas e mentais, e interpretá-las no seu conjunto. No entanto, as implicações da presença de acompanhantes no raciocínio clínico deverão ser melhor estudadas. |
|---|---|
| Autores principais: | Florêncio,Nuno |
| Outros Autores: | Trindade,Catarina; Santiago,Tatiana |
| Assunto: | Consulta com acompanhante Relação médico-doente Raciocínio médico |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | relatório |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Introdução: A presença de acompanhantes nas consultas de medicina geral e familiar (MGF) é frequente; no entanto, as suas implicações não estão bem estudadas. A discussão deste caso clínico tem como objetivo refletir como a presença de acompanhantes na consulta pode interferir na relação médico-doente e no raciocínio clínico. Descrição do caso: Doente de 33 anos, estrangeiro, apresenta-se com um quadro de agravamento da enxaqueca e crises suspeitas de epilepsia, com cerca de dois anos de evolução. Foi estudado em internamento de neurologia, sem diagnóstico estabelecido. Na consulta de MGF, devido à barreira linguística, a companheira por vezes falava pelo doente e descrevia episódios compatíveis com crises epiléticas. No entanto, aprofundando as queixas do doente, foram diagnosticadas perturbação depressiva major e perturbação de pânico. O doente respondeu favoravelmente à abordagem e ao tratamento, permitindo-lhe retomar a sua atividade profissional. Comentário: A perspetiva generalista, biopsicossocial e centrada na pessoa permite ao médico de família identificar as queixas e o conjunto das queixas dos doentes, físicas e mentais, e interpretá-las no seu conjunto. No entanto, as implicações da presença de acompanhantes no raciocínio clínico deverão ser melhor estudadas. |
|---|