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Ventilação não invasiva em pessoas internadas em serviços de medicina: Estudo retrospetivo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Enquadramento: A ventilação não invasiva (VNI) constitui uma estratégia terapêutica à pessoa com insuficiência respiratória aguda (IRA). Objetivo: Analisar a relação entre as variáveis sociodemográficas e clínicas, das pessoas internadas na medicina interna, e a adaptação e complicações da VNI. Metodologia: Estudo observacional retrospetivo de coorte, com amostra de 239 pessoas. A colheita de dados foi efetuada através de registos eletrónicos no SClínico, utilizando um guia de extração de dados. Resultados: Verificou-se que 25,1% das pessoas estavam inadaptadas à VNI, associando-se significativamente com a alimentação oral, confusão e uso de contenção mecânica. As complicações verificaram-se em 33,5% da amostra, sendo as mais frequentes secreções, lesão no nariz e vómitos. Constatou-se uma associação estatisticamente significativa entre o número de complicações e pessoas alimentadas por sonda nasogástrica (SNG), confusas, com medidas de contenção mecânica e a utilizarem máscara oro-nasal. Conclusão: A vigilância da pessoa submetida a VNI deve ser assegurada por uma equipa de enfermagem especializada. Devem ser implementados protocolos conducentes à prevenção de complicações e promotores de adaptabilidade à VNI.
Autores principais:Silva,Natália Soares da
Outros Autores:Baptista,Catarina Salomé Dias; Melo,Elsa Maria de Oliveira Pinheiro de; Tavares,João Paulo de Almeida
Assunto:ventilação não invasiva complicações fatores de risco segurança do paciente
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Enquadramento: A ventilação não invasiva (VNI) constitui uma estratégia terapêutica à pessoa com insuficiência respiratória aguda (IRA). Objetivo: Analisar a relação entre as variáveis sociodemográficas e clínicas, das pessoas internadas na medicina interna, e a adaptação e complicações da VNI. Metodologia: Estudo observacional retrospetivo de coorte, com amostra de 239 pessoas. A colheita de dados foi efetuada através de registos eletrónicos no SClínico, utilizando um guia de extração de dados. Resultados: Verificou-se que 25,1% das pessoas estavam inadaptadas à VNI, associando-se significativamente com a alimentação oral, confusão e uso de contenção mecânica. As complicações verificaram-se em 33,5% da amostra, sendo as mais frequentes secreções, lesão no nariz e vómitos. Constatou-se uma associação estatisticamente significativa entre o número de complicações e pessoas alimentadas por sonda nasogástrica (SNG), confusas, com medidas de contenção mecânica e a utilizarem máscara oro-nasal. Conclusão: A vigilância da pessoa submetida a VNI deve ser assegurada por uma equipa de enfermagem especializada. Devem ser implementados protocolos conducentes à prevenção de complicações e promotores de adaptabilidade à VNI.