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Racionalidade e escolha

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Resumo:O conceito de racionalidade é uma das noções que mais tem sido alvo de debate e controvérsia no seio da ciência económica. O paradigma da escolha racional, que envolve os comportamentos de maximização do lucro das empresas e de maximização da utilidade das famílias, pode ser posto em causa por um importante número de reflexões que recordam que o processo de escolha humana não é isento de erros, não ignora factores emocionais nem se concretiza fora de um contexto social onde a interacção com terceiros determina comportamentos. O presente texto procura caracterizar o modo como os economistas têm trabalhado a noção de decisão racional e aplica algumas das suas ideias para modelizar o processo de decisão. Em particular, constrói-se um exercício no qual se destacam os custos cognitivos envolvidos no processo de escolha e recorre-se à teoria da escolha discreta para exemplificar como a interacção social e estímulos como a publicidade determinam trajectórias de consumo e utilidade.
Autores principais:Gomes,Orlando
Assunto:Racionalidade Escolha Discreta Utilidade Decisões de Consumo
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:O conceito de racionalidade é uma das noções que mais tem sido alvo de debate e controvérsia no seio da ciência económica. O paradigma da escolha racional, que envolve os comportamentos de maximização do lucro das empresas e de maximização da utilidade das famílias, pode ser posto em causa por um importante número de reflexões que recordam que o processo de escolha humana não é isento de erros, não ignora factores emocionais nem se concretiza fora de um contexto social onde a interacção com terceiros determina comportamentos. O presente texto procura caracterizar o modo como os economistas têm trabalhado a noção de decisão racional e aplica algumas das suas ideias para modelizar o processo de decisão. Em particular, constrói-se um exercício no qual se destacam os custos cognitivos envolvidos no processo de escolha e recorre-se à teoria da escolha discreta para exemplificar como a interacção social e estímulos como a publicidade determinam trajectórias de consumo e utilidade.