Publicação
Estudo epidemiológico do cancro do pulmão em Portugal nos anos de 2000/2002
| Resumo: | O cancro do pulmão é a causa mais comum de cancro no Mundo. A sobrevida global aos 5 anos é de cerca de 15%, sem grandes previsões de mudança. Em Portugal, relativamente à doença oncológica, situa-se em terceiro lugar, sendo a primeira causa de morte por cancro. O tabaco é responsável por cerca de 85% dos casos. Um estudo efectuado em Portugal durante 3 anos (2000/2002) pela Comissão de Trabalho de Pneumologia Oncológica da Sociedade Portuguesa de Pneumologia em 22 hospitais, mostrou que, de um total de 4396 doentes com cancro do pulmão, 81,8% se referem ao sexo masculino e 18,2% ao sexo feminino, com uma média etária de 64,49 ± 11,28 anos. Cerca de 70% dos doentes era fumador ou ex-fumador, com 50,3% com performance status (PS) grau I da escala de Zubrod. Do ponto de vista histológico, 37,5% eram adenocarcinomas, seguido do carcinoma epidermóide com 30,5% dos casos e dos tumores de pequenas células com 12,5%; carcinomas neuroendócrinos em 1,4 % dos casos; CPNPC 10,5%, mistos em 0,7%, carcinomas de grandes células em 2,3% e outros e não especificados em 4,6% dos casos. O estadiamento, efectuado em 4097 casos, mostrou 113 doentes no estádio IA (2,8%) e 250 (6,1%) no IB; no estádio IIA apenas 0,8 % e 4,5% no IIB; no estádio IIIA 9,1% dos doentes, comparativamente ao IIIB com 29,9% dos casos, encontrando-se 46,9 % dos doentes já no estádio IV na altura do diagnóstico. Em 3855 dos casos foi possível determinar a primeira opção terapêutica. Foi efectuada cirurgia em 8,2% e terapêuticas combinadas (combinações de cirurgia com quimioterapia, ou radioterapia, ou a associação de QT com RT) em 21,8% dos casos; a QT isolada como primeira opção terapêutica foi efectuada em 43,7% dos doentes e em 20,3% apenas terapêutica de suporte. |
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| Autores principais: | Parente,Bárbara |
| Outros Autores: | Queiroga,H; Teixeira,E; Sotto-Mayor,R; Barata,F; Sousa,A; Melo,MJ; João,F; Neveda,R; Cunha,J; Fernandes,A; Manuel,M; Cardoso,T; Ferreira,L; Nogueira,F; Duarte,J; Semedo,E; Brito,U; Pimentel,F; Barros,S; Costa,F; Almodôvar,T; Araújo,A |
| Assunto: | Cancro do pulmão epidemiologia tabagismo terapêutica Portugal |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | O cancro do pulmão é a causa mais comum de cancro no Mundo. A sobrevida global aos 5 anos é de cerca de 15%, sem grandes previsões de mudança. Em Portugal, relativamente à doença oncológica, situa-se em terceiro lugar, sendo a primeira causa de morte por cancro. O tabaco é responsável por cerca de 85% dos casos. Um estudo efectuado em Portugal durante 3 anos (2000/2002) pela Comissão de Trabalho de Pneumologia Oncológica da Sociedade Portuguesa de Pneumologia em 22 hospitais, mostrou que, de um total de 4396 doentes com cancro do pulmão, 81,8% se referem ao sexo masculino e 18,2% ao sexo feminino, com uma média etária de 64,49 ± 11,28 anos. Cerca de 70% dos doentes era fumador ou ex-fumador, com 50,3% com performance status (PS) grau I da escala de Zubrod. Do ponto de vista histológico, 37,5% eram adenocarcinomas, seguido do carcinoma epidermóide com 30,5% dos casos e dos tumores de pequenas células com 12,5%; carcinomas neuroendócrinos em 1,4 % dos casos; CPNPC 10,5%, mistos em 0,7%, carcinomas de grandes células em 2,3% e outros e não especificados em 4,6% dos casos. O estadiamento, efectuado em 4097 casos, mostrou 113 doentes no estádio IA (2,8%) e 250 (6,1%) no IB; no estádio IIA apenas 0,8 % e 4,5% no IIB; no estádio IIIA 9,1% dos doentes, comparativamente ao IIIB com 29,9% dos casos, encontrando-se 46,9 % dos doentes já no estádio IV na altura do diagnóstico. Em 3855 dos casos foi possível determinar a primeira opção terapêutica. Foi efectuada cirurgia em 8,2% e terapêuticas combinadas (combinações de cirurgia com quimioterapia, ou radioterapia, ou a associação de QT com RT) em 21,8% dos casos; a QT isolada como primeira opção terapêutica foi efectuada em 43,7% dos doentes e em 20,3% apenas terapêutica de suporte. |
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