Publicação
Sinais e sintomas ICPC-2 indevidamente colocados como problema crónico em medicina geral e familiar
| Resumo: | Resumo Objetivo: Verificar a frequência de classificações inapropriadas de sinais e sintomas como problema crónico (CIC), em medicina geral e familiar (MGF), no concelho de Coimbra. Métodos: Estudo observacional transversal dos dados de amostra aleatória das Unidades de Saúde Familiar (USF) do concelho de Coimbra, uma por cada um dos seis centros de saúde. Os dados foram recebidos por USF, desconhecendo-se a identificação do médico ou pessoas estudadas em função do aprovado pela Comissão de Ética da Administração Regional de Saúde do Centro. Obtiveram-se dados de onze classificações pré-selecionadas (A01, A03, A04, L03, L13, L15, K01, K06, P01, P03 e P20) das listas de problemas crónicos dos inscritos nas USF em 31/dezembro/2022. Resultados: Num universo de 59.152 inscritos verificaram-se as CIC selecionadas em 8.548 (14,5%). As quatro mais frequentes foram L03 - Sintoma/Queixa da Região Lombar (22,6%), P01 - Sensação de Ansiedade/Nervosismo/Tensão (22,1%) e L15 - Sintoma/Queixa do Joelho (14,3%) e A04 - Debilidade/Cansaço Geral (10,0%). Verificaram-se diferenças significativas por sexos com maior frequência no feminino (64%, p<0,001) e por faixa etária, a dos 35 aos 64 anos com maior frequência (43,9%, p<0,001). O modelo de USF não revelou diferença significativa (p=0,564). Discussão: CIC em MGF é algo a evitar, sendo obrigação dos médicos e do sistema informático a tal obviar. Conclusão: Verificou-se frequência de 14,5% de CIC em USF com elevada responsabilidade na saúde e na formação pré e pós-graduada em MGF. A melhoria do sistema informático, a formação contínua de médicos de MGF em ICPC-2, a revisão periódica dos problemas crónicos e a sua validação por pares podem ser táticas para a melhoria, bem como a adesão à ICPC-3. |
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| Autores principais: | Calisto,Bruno |
| Outros Autores: | Oliveiros,Barbara; Pestana,João; Santiago,Luiz Miguel |
| Assunto: | Medicina geral e familiar Registos clínicos Classificações ICPC-2 Sinais e sintomas |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Resumo Objetivo: Verificar a frequência de classificações inapropriadas de sinais e sintomas como problema crónico (CIC), em medicina geral e familiar (MGF), no concelho de Coimbra. Métodos: Estudo observacional transversal dos dados de amostra aleatória das Unidades de Saúde Familiar (USF) do concelho de Coimbra, uma por cada um dos seis centros de saúde. Os dados foram recebidos por USF, desconhecendo-se a identificação do médico ou pessoas estudadas em função do aprovado pela Comissão de Ética da Administração Regional de Saúde do Centro. Obtiveram-se dados de onze classificações pré-selecionadas (A01, A03, A04, L03, L13, L15, K01, K06, P01, P03 e P20) das listas de problemas crónicos dos inscritos nas USF em 31/dezembro/2022. Resultados: Num universo de 59.152 inscritos verificaram-se as CIC selecionadas em 8.548 (14,5%). As quatro mais frequentes foram L03 - Sintoma/Queixa da Região Lombar (22,6%), P01 - Sensação de Ansiedade/Nervosismo/Tensão (22,1%) e L15 - Sintoma/Queixa do Joelho (14,3%) e A04 - Debilidade/Cansaço Geral (10,0%). Verificaram-se diferenças significativas por sexos com maior frequência no feminino (64%, p<0,001) e por faixa etária, a dos 35 aos 64 anos com maior frequência (43,9%, p<0,001). O modelo de USF não revelou diferença significativa (p=0,564). Discussão: CIC em MGF é algo a evitar, sendo obrigação dos médicos e do sistema informático a tal obviar. Conclusão: Verificou-se frequência de 14,5% de CIC em USF com elevada responsabilidade na saúde e na formação pré e pós-graduada em MGF. A melhoria do sistema informático, a formação contínua de médicos de MGF em ICPC-2, a revisão periódica dos problemas crónicos e a sua validação por pares podem ser táticas para a melhoria, bem como a adesão à ICPC-3. |
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