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Humanos e paisagem das terras da Gândara. Uma climocrítica de Casa na Duna (1943) e Finisterra (1978)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Partindo da Ecocrítica e na ótica da Ecologia Humana, procede-se a uma análise de dois romances do escritor e poeta português do século XX Carlos de Oliveira. As duas ficções distanciam-se entre si quer no ano de publicação quer na corrente literária, mas coincidem no cenário ancorado na região beirã da Gândara e num tempo de ação nas décadas de 1920 a 1940. Pretende-se assim contribuir para o ainda pouco explorado campo da climocrítica no meio académico português. A análise foca-se na representação do elemento clima e sua influência na atividade humana e nas desigualdades sociais, e tem como objetivo secundário questionar o pressuposto ecocrítico de que, dentro da ficção, são os textos realistas os de maior utilidade na informação geográfica e ambiental de um lugar. A hipótese da relevância destas obras para o conhecimento dos antecedentes climáticos daquele território arenoso do litoral português confirma-se pela forte recorrência de vocábulos associados a “chuva” e “vento” e de abundantes alusões narrativas ao clima e seus efeitos no habitante e economia gandareses.
Autores principais:Carvalho,Ana Cristina
Assunto:ecocrítica climocrítica interdisciplinaridade romance português Carlos de Oliveira dunas
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Partindo da Ecocrítica e na ótica da Ecologia Humana, procede-se a uma análise de dois romances do escritor e poeta português do século XX Carlos de Oliveira. As duas ficções distanciam-se entre si quer no ano de publicação quer na corrente literária, mas coincidem no cenário ancorado na região beirã da Gândara e num tempo de ação nas décadas de 1920 a 1940. Pretende-se assim contribuir para o ainda pouco explorado campo da climocrítica no meio académico português. A análise foca-se na representação do elemento clima e sua influência na atividade humana e nas desigualdades sociais, e tem como objetivo secundário questionar o pressuposto ecocrítico de que, dentro da ficção, são os textos realistas os de maior utilidade na informação geográfica e ambiental de um lugar. A hipótese da relevância destas obras para o conhecimento dos antecedentes climáticos daquele território arenoso do litoral português confirma-se pela forte recorrência de vocábulos associados a “chuva” e “vento” e de abundantes alusões narrativas ao clima e seus efeitos no habitante e economia gandareses.