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Brincar ao ar livre em educação de infância: Possibilidades de participação das crianças

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo: A investigação que está na origem deste artigo nasce de uma preocupação central relativamente à infância contemporânea quanto às ameaças que têm sido dirigidas ao brincar ao ar livre. A pesquisa tem a sua matriz teórica na sociologia da infância, com tónica nas questões referentes à participação da criança. O objetivo principal é compreender que dimensões de participação da criança estão presentes no brincar ao ar livre em contextos de educação de infância. O trabalho de campo decorreu em dois jardins de infância com práticas pedagógicas que privilegiam o brincar ao ar livre, um deles na Noruega e o outro em Portugal. Para dar resposta à questão de investigação utilizámos a metodologia de estudo de caso de inspiração etnográfica. A partir dos resultados, discutimos temas que emergiram na nossa análise e, relativamente ao jardim de infância em Portugal, distinguimos dois eixos de reflexão. Um dos eixos revela a participação através de decisões das crianças, sobretudo em momentos informais, através da escolha dos espaços onde brincam, dos materiais, bem como dos tempos e atividades. O segundo eixo integra as iniciativas e realizações das crianças, que se referem à sua participação, sobretudo sob a forma de ação, através do corpo e do movimento. Neste artigo, destacamos o brincar com riscos, as explorações e descobertas, as construções e os desafios e problemas. As conclusões do estudo revelam que o ar livre, enquanto lugar do brincar, parece contribuir para um alargamento das dimensões espaço e tempo na experiência das crianças.
Autores principais:Pinto,Joana da Silva
Assunto:Brincar ao ar livre Direito a brincar Direitos de participação Sociologia da infância Educação de infância.
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo: A investigação que está na origem deste artigo nasce de uma preocupação central relativamente à infância contemporânea quanto às ameaças que têm sido dirigidas ao brincar ao ar livre. A pesquisa tem a sua matriz teórica na sociologia da infância, com tónica nas questões referentes à participação da criança. O objetivo principal é compreender que dimensões de participação da criança estão presentes no brincar ao ar livre em contextos de educação de infância. O trabalho de campo decorreu em dois jardins de infância com práticas pedagógicas que privilegiam o brincar ao ar livre, um deles na Noruega e o outro em Portugal. Para dar resposta à questão de investigação utilizámos a metodologia de estudo de caso de inspiração etnográfica. A partir dos resultados, discutimos temas que emergiram na nossa análise e, relativamente ao jardim de infância em Portugal, distinguimos dois eixos de reflexão. Um dos eixos revela a participação através de decisões das crianças, sobretudo em momentos informais, através da escolha dos espaços onde brincam, dos materiais, bem como dos tempos e atividades. O segundo eixo integra as iniciativas e realizações das crianças, que se referem à sua participação, sobretudo sob a forma de ação, através do corpo e do movimento. Neste artigo, destacamos o brincar com riscos, as explorações e descobertas, as construções e os desafios e problemas. As conclusões do estudo revelam que o ar livre, enquanto lugar do brincar, parece contribuir para um alargamento das dimensões espaço e tempo na experiência das crianças.