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Artrite Psoriática e o seu Desafio Diagnóstico: Relato de Caso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo A artrite psoriática (AP) apresenta-se, habitualmente, como uma oligoartrite ou monoartrite, e pode constituir um desafio diagnóstico na ausência de história de psoríase. Relata-se o caso de um paciente de 57 anos que recorreu ao Médico de Família (MF) após um ano de evolução de sinais inflamatórios e onicólise do 3º dedo da mão direita. Os exames iniciais mostravam sinais inflamatórios dos tecidos peri-ungueais até à articulação interfalângica distal, e parâmetros inflamatórios analíticos negativos. O quadro foi interpretado em contexto infecioso e, posteriormente, como osteoartrose, não tendo existido melhoria com os tratamentos instituídos. A doença e o atraso no diagnóstico tiveram significativo impacto psicológico e profissional no paciente. Este caso relata uma apresentação rara de AP, podendo aumentar a suspeição diagnóstica desta entidade nos Cuidados de Saúde Primários, e evidencia o papel do MF no acompanhamento holístico e gestão das expectativas do paciente, além da articulação com as outras especialidades.
Autores principais:Garuta,Ina
Outros Autores:Cardoso,Sérgio Barros; Lira,Luís Terroso; Magalhães,Alice; Cerqueira,Marcos; Costa,Luís Paulo
Assunto:Artrite Psoriática/diagnóstico Dedos
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:relatório
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo A artrite psoriática (AP) apresenta-se, habitualmente, como uma oligoartrite ou monoartrite, e pode constituir um desafio diagnóstico na ausência de história de psoríase. Relata-se o caso de um paciente de 57 anos que recorreu ao Médico de Família (MF) após um ano de evolução de sinais inflamatórios e onicólise do 3º dedo da mão direita. Os exames iniciais mostravam sinais inflamatórios dos tecidos peri-ungueais até à articulação interfalângica distal, e parâmetros inflamatórios analíticos negativos. O quadro foi interpretado em contexto infecioso e, posteriormente, como osteoartrose, não tendo existido melhoria com os tratamentos instituídos. A doença e o atraso no diagnóstico tiveram significativo impacto psicológico e profissional no paciente. Este caso relata uma apresentação rara de AP, podendo aumentar a suspeição diagnóstica desta entidade nos Cuidados de Saúde Primários, e evidencia o papel do MF no acompanhamento holístico e gestão das expectativas do paciente, além da articulação com as outras especialidades.