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Codificar - codificação da doença renal crónica: qual a sua relevância? Estudo multicêntrico em seis unidades de saúde familiar de Vila Nova de Gaia
| Resumo: | Resumo Introdução: A doença renal crónica (DRC) representa um grave problema de saúde pública. Alguns dos principais fatores de risco para o seu desenvolvimento são comuns às principais causas de morbilidade nos cuidados de saúde primários, sendo importante identificar estes doentes e registar o problema no processo clínico informatizado. Objetivos: Pretende-se estimar a prevalência da DRC nas Unidades de Saúde Familiar (USF) estudadas e identificar os fatores que influenciam a codificação da DRC pelo médico. Métodos: Foram incluídos utentes inscritos nas seis USF participantes no estudo que tivessem registo de um valor de creati-nina nos últimos cinco anos. Foi aplicado um questionário aos médicos dessas USF (n=55) para avaliar as possíveis barreiras associadas à codificação da DRC. Resultados: Foram incluídos 30.760 utentes no estudo. Destes, 4.800 apresentavam TFG <60 ml/min (15,6%) e 1.863 apresentavam a codificação U99 (6,1%). Apenas 2,8% apresentavam simultaneamente TFG <60 ml/min e codificação U99 (n=862). A prevalência de DRC encontrada foi de 6,4%. O questionário teve uma proporção de resposta de 69,1%. A maioria dos médicos que preencheram afirmou conhecer o código U99 (n=33, 86,9%) e referiu utilizá-lo (n=31, 81,6%). Os principais motivos que influenciam a não-codificação foram o esquecimento (n=21, 55,3%), a falta de tempo na consulta (n=19, 50%) e a inexistência de um código da Classificação Internacional de Cuidados Primários, 2.ª edição (ICPC-2) específico para DRC (n=16, 42,1%). Conclusões: Atendendo à prevalência da DRC e às suas implicações é importante que seja registada na lista de problemas. Um código mais específico para a DRC permitiria uma melhor identificação e acompanhamento destes utentes. |
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| Autores principais: | Marques,Anita |
| Outros Autores: | Pedrosa,Ana Rita; Monteiro,Ana Rita; Horta,Mariana Teixeira; Teixeira,Ana Isabel; Neves,Marta Perro; Rodrigues,Inês; Sonié,Pedro |
| Assunto: | Doença renal crónica Codificação ICPC-2 Taxa de filtração glomerular Cuidados de saúde primários |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Resumo Introdução: A doença renal crónica (DRC) representa um grave problema de saúde pública. Alguns dos principais fatores de risco para o seu desenvolvimento são comuns às principais causas de morbilidade nos cuidados de saúde primários, sendo importante identificar estes doentes e registar o problema no processo clínico informatizado. Objetivos: Pretende-se estimar a prevalência da DRC nas Unidades de Saúde Familiar (USF) estudadas e identificar os fatores que influenciam a codificação da DRC pelo médico. Métodos: Foram incluídos utentes inscritos nas seis USF participantes no estudo que tivessem registo de um valor de creati-nina nos últimos cinco anos. Foi aplicado um questionário aos médicos dessas USF (n=55) para avaliar as possíveis barreiras associadas à codificação da DRC. Resultados: Foram incluídos 30.760 utentes no estudo. Destes, 4.800 apresentavam TFG <60 ml/min (15,6%) e 1.863 apresentavam a codificação U99 (6,1%). Apenas 2,8% apresentavam simultaneamente TFG <60 ml/min e codificação U99 (n=862). A prevalência de DRC encontrada foi de 6,4%. O questionário teve uma proporção de resposta de 69,1%. A maioria dos médicos que preencheram afirmou conhecer o código U99 (n=33, 86,9%) e referiu utilizá-lo (n=31, 81,6%). Os principais motivos que influenciam a não-codificação foram o esquecimento (n=21, 55,3%), a falta de tempo na consulta (n=19, 50%) e a inexistência de um código da Classificação Internacional de Cuidados Primários, 2.ª edição (ICPC-2) específico para DRC (n=16, 42,1%). Conclusões: Atendendo à prevalência da DRC e às suas implicações é importante que seja registada na lista de problemas. Um código mais específico para a DRC permitiria uma melhor identificação e acompanhamento destes utentes. |
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