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Mineração e o povo Xikrin do Cateté: o espaço banal do mundo vazio ao mundo cheio.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo O presente trabalho possui como escopo uma análise sobre a realidade do povo indígena Xikrin do Cateté, com especial ênfase nos conflitos com a indústria de extração mineira no território (Complexo Carajás). A base epistemológica consiste numa análise interdisciplinar, associando a economia ecológica e a geografia humana. Em termos metodológicos, utilizamos a pesquisa qualitativa, visando compreender a dualidade entre o “espaço banal” (conceito de Milton Santos) e a realidade do “mundo cheio” (Herman Daly). Observamos que, diferentemente de outros períodos históricos, o povo indígena encontra-se cercado por projetos de extração mineira, sendo que as suas vozes são desconsideradas. Ao se pensar na perspetiva do mundo cheio, esta configuração territorial aparece como um cerco, que faz com que essa população deixe de ter a capacidade de deslocamento, ficando numa região que apresenta os mais diversos conflitos.
Autores principais:Barcelos,Tiago Soares
Outros Autores:Ribeiro,Wagner C.; Cazula,Leandro P.; Pinto,Jax N.
Assunto:economia ecológica povos tradicionais mineração conflitos geografia humana
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo O presente trabalho possui como escopo uma análise sobre a realidade do povo indígena Xikrin do Cateté, com especial ênfase nos conflitos com a indústria de extração mineira no território (Complexo Carajás). A base epistemológica consiste numa análise interdisciplinar, associando a economia ecológica e a geografia humana. Em termos metodológicos, utilizamos a pesquisa qualitativa, visando compreender a dualidade entre o “espaço banal” (conceito de Milton Santos) e a realidade do “mundo cheio” (Herman Daly). Observamos que, diferentemente de outros períodos históricos, o povo indígena encontra-se cercado por projetos de extração mineira, sendo que as suas vozes são desconsideradas. Ao se pensar na perspetiva do mundo cheio, esta configuração territorial aparece como um cerco, que faz com que essa população deixe de ter a capacidade de deslocamento, ficando numa região que apresenta os mais diversos conflitos.