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Polimorfismos Genéticos e MACE

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Resumo:Vários estudos têm avaliado, com resultados por vezes contraditórios, os polimorfismos genéticos associados ao aparecimento de doença das artérias coronárias (DAC). Por outro lado, desconhecem-se os polimorfismos associados ao aparecimento de complicações “major” após o diagnóstico desta doença. MÉTODOS: Em 1549 doentes com Doença coronária epicárdica significativa (>50% em pelo menos um vaso), com idade média 53,3 ± 8,0 e 79,1% do sexo masculino, com seguimento médio de 55,4 meses, determinaram-se os com MACE (necessidade de revascularização após o acidente índex, EAM, AVC, Insuficiência Cardíaca e Mortalidade de causa cardiovascular). Analisou-se depois, por estudo de casos (doentes com MACE) e controlos (doentes sem MACE), os polimorfismos genéticos, eventualmente ligados ao aparecimento de MACE. RESULTADOS: 466 dos doentes (30,1%) tiveram eventos secundários durante o seguimento. Os factores genéticos que se associaram significativamente com a ocorrência de MACE após a alta com o diagnóstico de EAM, foram TCF21 CG+CC (OR=1,538; IC (1,015 – 2,331); p=0,041), IGF2BP2 TT (OR=1,433; IC (1,012 – 2,028); p=0,042), HNF4A GG, (OR=0,206; IC (0,063 – 0,676); p=0,004), PON 192 QQ (OR=1,312; IC (1,055 – 1,631); p=0,015) e Locus 9p21 CC (OR=1,304; IC (1,037 – 1,640); p=0,023). Todos os outros polimorfismos não apresentaram relação com o aparecimento de complicações “major” após o enfarte do miocárdio. Na análise multivariada, apenas o gene HNF4A GG manteve a significância estatística, com OR = 0,185; p=0,005. Conclusões: o presente trabalho realça a possibilidade dos polimorfismos genéticos poderem não só prever o aparecimento de DAC, mas também o aparecimento das suas complicações. Refira-se que, em alguns casos, factores genéticos descritos como levando ao aparecimento de doença das coronárias podem não ser muito agressivos e ser protectores, mesmo em análise multivariada, em relação às suas complicações (HNF4A GG, com OR=0,185; p=0,005).
Autores principais:Monteiro, Joel Ponte
Outros Autores:Mendonça, Maria Isabel; Pereira, Andreia; Rodrigues, Ricardo; Neto, Micaela Rodrigues; Sousa, Ana Célia; Henriques, Eva; Rodrigues, Mariana; Ornelas, Ilídio; Freitas, Carolina; Pereira, Décio; Palma dos Reis, Roberto
Assunto:polimorfismos genéticos MACE Região Autónoma da Madeira Madeira Island
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E.
Idioma:português
Origem:Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E.
Descrição
Resumo:Vários estudos têm avaliado, com resultados por vezes contraditórios, os polimorfismos genéticos associados ao aparecimento de doença das artérias coronárias (DAC). Por outro lado, desconhecem-se os polimorfismos associados ao aparecimento de complicações “major” após o diagnóstico desta doença. MÉTODOS: Em 1549 doentes com Doença coronária epicárdica significativa (>50% em pelo menos um vaso), com idade média 53,3 ± 8,0 e 79,1% do sexo masculino, com seguimento médio de 55,4 meses, determinaram-se os com MACE (necessidade de revascularização após o acidente índex, EAM, AVC, Insuficiência Cardíaca e Mortalidade de causa cardiovascular). Analisou-se depois, por estudo de casos (doentes com MACE) e controlos (doentes sem MACE), os polimorfismos genéticos, eventualmente ligados ao aparecimento de MACE. RESULTADOS: 466 dos doentes (30,1%) tiveram eventos secundários durante o seguimento. Os factores genéticos que se associaram significativamente com a ocorrência de MACE após a alta com o diagnóstico de EAM, foram TCF21 CG+CC (OR=1,538; IC (1,015 – 2,331); p=0,041), IGF2BP2 TT (OR=1,433; IC (1,012 – 2,028); p=0,042), HNF4A GG, (OR=0,206; IC (0,063 – 0,676); p=0,004), PON 192 QQ (OR=1,312; IC (1,055 – 1,631); p=0,015) e Locus 9p21 CC (OR=1,304; IC (1,037 – 1,640); p=0,023). Todos os outros polimorfismos não apresentaram relação com o aparecimento de complicações “major” após o enfarte do miocárdio. Na análise multivariada, apenas o gene HNF4A GG manteve a significância estatística, com OR = 0,185; p=0,005. Conclusões: o presente trabalho realça a possibilidade dos polimorfismos genéticos poderem não só prever o aparecimento de DAC, mas também o aparecimento das suas complicações. Refira-se que, em alguns casos, factores genéticos descritos como levando ao aparecimento de doença das coronárias podem não ser muito agressivos e ser protectores, mesmo em análise multivariada, em relação às suas complicações (HNF4A GG, com OR=0,185; p=0,005).