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A Comunicação como Experiência e como Vivência – alguns apontamentos a pretexto de W. Benjamin
| Resumo: | O indivíduo que experiencia é um sujeito que se ensaia, que se forma, que se exercita, que se experimenta (experimentum). Os Essais de Montagne dizem-no. A vida como ensaio. É tendo em conta esta dimensão de experimentação, de exposição ao mundo e ao outro, que a experiência se torna uma conceito que se insere num paradigma comunicacional. Se a experiência for tida como um encontro com o mundo, então ela é necessariamente perspectivada em conjugação com a comunicação uma vez que é a ela que devemos a possibilidade de partilhar, adoptar (e ultrapassar) as fronteiras ou os quadros de sentido que fundam a experiência. Nas sociedades contemporâneas, uma parte substancial do movimento comunicativo é realizado de forma mediatizada. Como entender, então, o efeito da mediatização da comunicação ao nível da experiência? Tendo como ponto de partida as meditações de Walter Benjamin, expostas fragmentariamente ao longo da sua obra, em torno da Erfahrung e da Erlebnis, e da sua dicotomização entre uma experiência autêntica e uma experiência inautêntica, propomo-nos refletir sobre a comunicação e a sua mediatização. E procuramos pistas que nos elucidem em que medida a ubiquidade dos media afeta a riqueza da experiência comunicativa. |
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| Autores principais: | Mateus, Samuel |
| Assunto: | Experiência e comunicação Erfährung Erlebnis Walter Benjamin Filosofia da comunicação |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | SOPCOM: Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação |
| Resumo: | O indivíduo que experiencia é um sujeito que se ensaia, que se forma, que se exercita, que se experimenta (experimentum). Os Essais de Montagne dizem-no. A vida como ensaio. É tendo em conta esta dimensão de experimentação, de exposição ao mundo e ao outro, que a experiência se torna uma conceito que se insere num paradigma comunicacional. Se a experiência for tida como um encontro com o mundo, então ela é necessariamente perspectivada em conjugação com a comunicação uma vez que é a ela que devemos a possibilidade de partilhar, adoptar (e ultrapassar) as fronteiras ou os quadros de sentido que fundam a experiência. Nas sociedades contemporâneas, uma parte substancial do movimento comunicativo é realizado de forma mediatizada. Como entender, então, o efeito da mediatização da comunicação ao nível da experiência? Tendo como ponto de partida as meditações de Walter Benjamin, expostas fragmentariamente ao longo da sua obra, em torno da Erfahrung e da Erlebnis, e da sua dicotomização entre uma experiência autêntica e uma experiência inautêntica, propomo-nos refletir sobre a comunicação e a sua mediatização. E procuramos pistas que nos elucidem em que medida a ubiquidade dos media afeta a riqueza da experiência comunicativa. |
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