Publicação
Avaliação da estratégia anestésica nas craniotomias do adulto
| Resumo: | Introdução: A craniotomia é um procedimento cirúrgico relativamente comum, com várias indicações clínicas. A dor, náuseas e vómitos e outros intercorrências de domínio anestésico, estão associadas a consequências potencialmente devastadoras. O objetivo deste estudo foi aferir a existência de correlação entre a estratégia anestésica e outcomes pós-operatórios. Material e Métodos: Realizamos um estudo prospetivo observacional incluindo 90 doentes propostos para craniotomia eletiva num Hospital Universitário. Foram analisadas várias variáveis do pré, intra, pós-operatório imediato e das primeiras 24h após procedimento. O teste de Mann Whitney-U, o teste exato de Fisher e teste chi-quadrado foram realizados com recurso ao software IBM® SPSS® Statistics v.26 (National Opinion Research Center, USA) para análise estatística. Significância estatística foi atribuída a p<0.005. Resultados: A média de idades dos doentes anestesiados foi de 57,9 anos (DP 15,5: mín 21, máx 85) e 54,4% pertenciam ao sexo feminino. Na avaliação pré-operatória, 3,3% apresentavam um GCS 9-13 e os restantes GCS >13. Em 25,6% as lesões ocupantes de espaço estavam localizadas na fossa posterior. Todos os doentes foram submetidos a anestesia geral intravenosa em target-controlled infusion (TCI). A estratégia analgésica endovenosa foi complementada com bloqueio de escalpe em 51.1% dos casos. Discussão e Conclusões: O bloqueio de escalpe e/ou sulfato de magnésio associaram-se a uma menor intensidade da dor pós-operatória na admissão Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos (UCPA), diferenças que não se repercutiram no momento de alta da UCPA e às 24 horas. Concluindo, que este poderá ser um momento de otimização potencial de forma aperfeiçoar a estratégia anestésica. |
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| Autores principais: | Brito, Ana Sofia |
| Outros Autores: | , Catarina; , Catarina; Lourenço, Sofia; Nunes, Catarina; Casal, Manuela |
| Assunto: | Original Article |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Sociedade Portuguesa de Anestesiologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | Revista da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia |
| Resumo: | Introdução: A craniotomia é um procedimento cirúrgico relativamente comum, com várias indicações clínicas. A dor, náuseas e vómitos e outros intercorrências de domínio anestésico, estão associadas a consequências potencialmente devastadoras. O objetivo deste estudo foi aferir a existência de correlação entre a estratégia anestésica e outcomes pós-operatórios. Material e Métodos: Realizamos um estudo prospetivo observacional incluindo 90 doentes propostos para craniotomia eletiva num Hospital Universitário. Foram analisadas várias variáveis do pré, intra, pós-operatório imediato e das primeiras 24h após procedimento. O teste de Mann Whitney-U, o teste exato de Fisher e teste chi-quadrado foram realizados com recurso ao software IBM® SPSS® Statistics v.26 (National Opinion Research Center, USA) para análise estatística. Significância estatística foi atribuída a p<0.005. Resultados: A média de idades dos doentes anestesiados foi de 57,9 anos (DP 15,5: mín 21, máx 85) e 54,4% pertenciam ao sexo feminino. Na avaliação pré-operatória, 3,3% apresentavam um GCS 9-13 e os restantes GCS >13. Em 25,6% as lesões ocupantes de espaço estavam localizadas na fossa posterior. Todos os doentes foram submetidos a anestesia geral intravenosa em target-controlled infusion (TCI). A estratégia analgésica endovenosa foi complementada com bloqueio de escalpe em 51.1% dos casos. Discussão e Conclusões: O bloqueio de escalpe e/ou sulfato de magnésio associaram-se a uma menor intensidade da dor pós-operatória na admissão Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos (UCPA), diferenças que não se repercutiram no momento de alta da UCPA e às 24 horas. Concluindo, que este poderá ser um momento de otimização potencial de forma aperfeiçoar a estratégia anestésica. |
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