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“120 em 60”: práticas e atitudes de trabalhadores para com animais num matadouro português

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo procura compreender as práticas e atitudes de trabalhadores que lidam com o abate e desmancha de animais num matadouro. Para o efeito, fez-se trabalho de observação, complementado com o uso de registos fotográficos, durante o “encaminhamento”, “atordoamento”, “pendura”, “sangria” e “desmancha” dos animais na “linha de abate”; bem como o método de análise qualitativa, que requereu entrevistar oito indivíduos: duas mulheres e seis homens. Embora os trabalhadores reconheçam os animais como seres sensíveis, a operacionalização das suas tarefas na “linha de abate” está dependente de estratégias que requerem objetificação e distanciamento emocional. Foram também evidenciadas atitudes conflituosas relacionadas com determinadas espécies de animais. O contexto laboral (matadouro), o tempo despendido, as tarefas desempenhadas, a espécie dos animais, sobretudo o género e as trajetórias socioculturais dos trabalhadores destacaram-se como fatores predominantes de influência nas práticas e atitudes apuradas.  
Autores principais:Fonseca, Rui Pedro
Assunto:Articles
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE-IUL
Idioma:português
Origem:Sociologia, Problemas e Práticas
Descrição
Resumo:Este estudo procura compreender as práticas e atitudes de trabalhadores que lidam com o abate e desmancha de animais num matadouro. Para o efeito, fez-se trabalho de observação, complementado com o uso de registos fotográficos, durante o “encaminhamento”, “atordoamento”, “pendura”, “sangria” e “desmancha” dos animais na “linha de abate”; bem como o método de análise qualitativa, que requereu entrevistar oito indivíduos: duas mulheres e seis homens. Embora os trabalhadores reconheçam os animais como seres sensíveis, a operacionalização das suas tarefas na “linha de abate” está dependente de estratégias que requerem objetificação e distanciamento emocional. Foram também evidenciadas atitudes conflituosas relacionadas com determinadas espécies de animais. O contexto laboral (matadouro), o tempo despendido, as tarefas desempenhadas, a espécie dos animais, sobretudo o género e as trajetórias socioculturais dos trabalhadores destacaram-se como fatores predominantes de influência nas práticas e atitudes apuradas.