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Não-alinhados? Jovens não utilizadores de sites de redes sociais: uma abordagem weberiana

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em resposta à predominância dos estudos sobre jovens e utilização de sites de redes sociais (SRS), este artigo analisa narrativas juvenis de não utilização. Baseado em 30 entrevistas a jovens adultos, exploram-se significados de exclusão digital voluntária de plataformas digitais que parecem estar progressivamente embebidas no dia a dia deste grupo social. Os resultados mostram que a não utilização é diversa e transiente, relacionando-se com identidade(s) e ações sociais. Assim, identificam-se quatro tipos de não utilizadores: desistentes, resistentes, utilizadores indiretos e potencialmente convertidos. Esta tipologia questiona as dicotomias presentes na literatura em torno de utilização e não utilização, acesso e não acesso, e consumo e não consumo. Sugerem-se a perspetiva sociológica e o “tipo ideal” de Max Weber como abordagem analítica para a desconstrução destas dicotomias.
Autores principais:Neves, Barbara Barbosa
Outros Autores:Rente, Rita
Assunto:Articles
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE-IUL
Idioma:português
Origem:Sociologia, Problemas e Práticas
Descrição
Resumo:Em resposta à predominância dos estudos sobre jovens e utilização de sites de redes sociais (SRS), este artigo analisa narrativas juvenis de não utilização. Baseado em 30 entrevistas a jovens adultos, exploram-se significados de exclusão digital voluntária de plataformas digitais que parecem estar progressivamente embebidas no dia a dia deste grupo social. Os resultados mostram que a não utilização é diversa e transiente, relacionando-se com identidade(s) e ações sociais. Assim, identificam-se quatro tipos de não utilizadores: desistentes, resistentes, utilizadores indiretos e potencialmente convertidos. Esta tipologia questiona as dicotomias presentes na literatura em torno de utilização e não utilização, acesso e não acesso, e consumo e não consumo. Sugerem-se a perspetiva sociológica e o “tipo ideal” de Max Weber como abordagem analítica para a desconstrução destas dicotomias.