Publicação
Guia para definição de biótopos costeiros em ilhas oceânicas
| Resumo: | Este manual tem como finalidade a descrição de uma série de metodologias para a recolha e análise de dados a utilizar na definição de biótopos costeiros. Estas metodologias foram desenvolvidas para uso lato em ilhas oceânicas, como forma de ultrapassar a inaplicabilidade das abordagens existentes a comunidades de algas dominadas por musgos. A necessidade de comparar comunidades no espaço e no tempo requer que estas sejam monitorizadas de forma comparável, o que só é possível quando se aplicam métodos idênticos. Este manual foi concebido para ajudar a alcançar estes objectivos. O leitor é provido de informação de base sobre os habitats costeiros específicos de ilhas oceânicas, em particular dos Açores, cujas características influenciam a estrutura de comunidades algais e as espécies chave que as caracterizam no contexto da flora global. Ilucida-se o leitor sobre vários problemas taxonómicos que podem surgir aquando da implementação destas metodologias, nomeadamente no manuseamento das principais categorias algais características das comunidades costeiras. A distribuição vertical dos organismos, relativamente ao nível das marés e em profundidade é uma característica importante das costas das ilhas oceânicas e é brevemente abordada, enfatizando a principal forma de expressão das comunidades marinhas açorianas – o musgo algal. Há um vasto historial de estudos ecológicos costeiros, uns meramente descritivos, outros quantitativos, que recorrem a vários métodos estatísticos e numéricos para classificação de comunidades. A informação de base é complementada com a utilização prática da classificação de biótopos e a sua aplicação à gestão de conservação. A secção mais importante do manual expõe o método de levantamento de dados em campo, apresentado como um protocolo de prioridades, começando pela escolha do local, seguida do registo de propriedades físicas do meio ambiente e levantamentos estratificados com registo quantitativo de taxa ao longo de transeptos. Segue-se um protocolo para a análise numérica dos dados e as resultantes fichas técnicas dos biótopos identificados nas ilhas de Santa Maria e São Miguel, onde são listadas as espécies constituintes e apresentadas breves descrições ecológicas. |
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| Autores principais: | Wallenstein, Francisco |
| Outros Autores: | Neto, Ana I.; Álvaro, Nuno V.; Tittley, Ian; Azevedo, José M. N. |
| Assunto: | Biótopos Costeiros Flora Algal Marinha Musgo Algal Açores |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | livro |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade dos Açores |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade dos Açores |
| Resumo: | Este manual tem como finalidade a descrição de uma série de metodologias para a recolha e análise de dados a utilizar na definição de biótopos costeiros. Estas metodologias foram desenvolvidas para uso lato em ilhas oceânicas, como forma de ultrapassar a inaplicabilidade das abordagens existentes a comunidades de algas dominadas por musgos. A necessidade de comparar comunidades no espaço e no tempo requer que estas sejam monitorizadas de forma comparável, o que só é possível quando se aplicam métodos idênticos. Este manual foi concebido para ajudar a alcançar estes objectivos. O leitor é provido de informação de base sobre os habitats costeiros específicos de ilhas oceânicas, em particular dos Açores, cujas características influenciam a estrutura de comunidades algais e as espécies chave que as caracterizam no contexto da flora global. Ilucida-se o leitor sobre vários problemas taxonómicos que podem surgir aquando da implementação destas metodologias, nomeadamente no manuseamento das principais categorias algais características das comunidades costeiras. A distribuição vertical dos organismos, relativamente ao nível das marés e em profundidade é uma característica importante das costas das ilhas oceânicas e é brevemente abordada, enfatizando a principal forma de expressão das comunidades marinhas açorianas – o musgo algal. Há um vasto historial de estudos ecológicos costeiros, uns meramente descritivos, outros quantitativos, que recorrem a vários métodos estatísticos e numéricos para classificação de comunidades. A informação de base é complementada com a utilização prática da classificação de biótopos e a sua aplicação à gestão de conservação. A secção mais importante do manual expõe o método de levantamento de dados em campo, apresentado como um protocolo de prioridades, começando pela escolha do local, seguida do registo de propriedades físicas do meio ambiente e levantamentos estratificados com registo quantitativo de taxa ao longo de transeptos. Segue-se um protocolo para a análise numérica dos dados e as resultantes fichas técnicas dos biótopos identificados nas ilhas de Santa Maria e São Miguel, onde são listadas as espécies constituintes e apresentadas breves descrições ecológicas. |
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