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Microcrédito na Guiné-Bissau

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Resumo:Fruto de várias crises económicas e políticas, a Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, com uma população caracterizada pela falta de recursos, pelo desemprego e pela exclusão social, o que faz com que as pessoas, por não conseguirem dar garantias, não tenham a possibilidade de contrair créditos nos bancos tradicionais para a abertura e desenvolvimento de pequenos negócios que visem a melhoria das suas condições de vida. É para este tipo de população que surgiu o microcrédito. Este tipo de crédito funciona como uma importante ferramenta para ajudar as pessoas mais pobres a sair de situações de exclusão social, através da obtenção de um empréstimo de uma pequena quantia para o desenvolvimento de pequenos negócios individuais ou familiares. Mas até que ponto é que estes negócios são efetivamente sustentáveis? Será que melhoram a qualidade de vida dos seus beneficiários? São estas as questões a que esta dissertação procurou responder. Para tal desenvolveu-se um estudo de caso junto dos beneficiários de uma entidade que concede microcréditos, a MPC-DIVUTEC, através da aplicação de um inquérito por questionário. Os resultados mostram que, apesar de a grande maioria dos negócios ainda existirem atualmente, os beneficiários não consideram que estes sejam sustentáveis e que tenha existido, efetivamente, uma melhoria nas suas vidas. O que poderá sugerir que este setor na Guiné-Bissau é ainda muito incipiente e se carateriza por uma má gestão dos próprios projetos e por um apoio deficiente aos beneficiários. Ao mesmo tempo, identifica-se a necessidade de formação dos beneficiários dos programas de microcrédito para que sejam capazes de gerir os seus negócios de forma a serem autossustentáveis, sem necessidade de novos financiamentos. O contexto da Guiné-Bissau, caracterizado por graves crises económicas e políticas também contribui para que a sustentabilidade destes negócios esteja em causa. Deste modo, urge que as entidades e instituições fornecedoras de microcrédito, tenham uma gestão mais clara e objetiva e que ofereçam um apoio real às pessoas que contraíram microcréditos de modo a que os negócios sejam viáveis e sustentáveis, contribuindo, em última instância, para o desenvolvimento do país numa direção de saída de uma situação de grande pobreza.
Autores principais:Costa, César da
Assunto:Exclusão Social Microcrédito Pobreza Sustentabilidade Económica Guiné-Bissau Microcredit Poverty Social Exclusion Guinea-Bissau
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade dos Açores
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade dos Açores
Descrição
Resumo:Fruto de várias crises económicas e políticas, a Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, com uma população caracterizada pela falta de recursos, pelo desemprego e pela exclusão social, o que faz com que as pessoas, por não conseguirem dar garantias, não tenham a possibilidade de contrair créditos nos bancos tradicionais para a abertura e desenvolvimento de pequenos negócios que visem a melhoria das suas condições de vida. É para este tipo de população que surgiu o microcrédito. Este tipo de crédito funciona como uma importante ferramenta para ajudar as pessoas mais pobres a sair de situações de exclusão social, através da obtenção de um empréstimo de uma pequena quantia para o desenvolvimento de pequenos negócios individuais ou familiares. Mas até que ponto é que estes negócios são efetivamente sustentáveis? Será que melhoram a qualidade de vida dos seus beneficiários? São estas as questões a que esta dissertação procurou responder. Para tal desenvolveu-se um estudo de caso junto dos beneficiários de uma entidade que concede microcréditos, a MPC-DIVUTEC, através da aplicação de um inquérito por questionário. Os resultados mostram que, apesar de a grande maioria dos negócios ainda existirem atualmente, os beneficiários não consideram que estes sejam sustentáveis e que tenha existido, efetivamente, uma melhoria nas suas vidas. O que poderá sugerir que este setor na Guiné-Bissau é ainda muito incipiente e se carateriza por uma má gestão dos próprios projetos e por um apoio deficiente aos beneficiários. Ao mesmo tempo, identifica-se a necessidade de formação dos beneficiários dos programas de microcrédito para que sejam capazes de gerir os seus negócios de forma a serem autossustentáveis, sem necessidade de novos financiamentos. O contexto da Guiné-Bissau, caracterizado por graves crises económicas e políticas também contribui para que a sustentabilidade destes negócios esteja em causa. Deste modo, urge que as entidades e instituições fornecedoras de microcrédito, tenham uma gestão mais clara e objetiva e que ofereçam um apoio real às pessoas que contraíram microcréditos de modo a que os negócios sejam viáveis e sustentáveis, contribuindo, em última instância, para o desenvolvimento do país numa direção de saída de uma situação de grande pobreza.