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Análise de uma amostragem de caça submarina na Ilha Terceira, no período de 1992 a 2012 : comparação com dados de pesca artesanal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Diversos autores apontam a caça submarina como a forma de pesca mais seletiva e a que causa menos impacto desde que praticada em apneia e como atividade lúdico/recreativa. Outros apontam-na como potencial causadora de danos biológicos em populações-alvo, tais como o declínio na abundância e biomassa de peixe disponível, mudanças na composição, estrutura e idades das populações. Este estudo centrou-se nos registos de 20 anos de mergulhos, entre 1992 e 2012, de um caçador submarino anónimo, visando 20 espécies-alvo. Com este trabalho pretende-se analisar o impacte desta atividade desportiva, quando praticada exclusivamente em apneia e dirigida a espécies piscícolas. Igualmente se pretende comparar estes dados com os provenientes de outras formas de pesca lúdica bem como da pesca artesanal açoriana, neste último caso comparando os valores disponíveis para o mesmo período de tempo, elaborando-se as comparações através dos índices de capturas por unidade de esforço (CPUE) nas variantes peso e número de exemplares capturados. Os índices CPUE, relativos à caça submarina, têm como unidade de esforço as horas de apneia do caçador, ou seja, o tempo que o caçador passou debaixo de água sendo este tipo de aferição inédito. Assim, e tendo em conta o esforço despendido em cada uma das atividades, a caça submarina obtém valores muito superiores aos da pesca artesanal, com 9,3 indivíduos/hora e de 28,6 biomassa/hora, na caça submarina, e 0,33 indivíduos/hora e 0,74 biomassa/hora, na pesca artesanal. A vertente turística da atividade é igualmente discutida bem como a possibilidade de a compatibilizar com o mergulho contemplativo/recreativo.
Autores principais:Santos, Cristina Sousa
Assunto:Apneia Pesca Artesanal Pesca Recreativa Turismo Ilha Terceira (Açores) Apnea Recreational Fishing Artisanal Fisheries Terceira Island (Azores)
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade dos Açores
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade dos Açores
Descrição
Resumo:Diversos autores apontam a caça submarina como a forma de pesca mais seletiva e a que causa menos impacto desde que praticada em apneia e como atividade lúdico/recreativa. Outros apontam-na como potencial causadora de danos biológicos em populações-alvo, tais como o declínio na abundância e biomassa de peixe disponível, mudanças na composição, estrutura e idades das populações. Este estudo centrou-se nos registos de 20 anos de mergulhos, entre 1992 e 2012, de um caçador submarino anónimo, visando 20 espécies-alvo. Com este trabalho pretende-se analisar o impacte desta atividade desportiva, quando praticada exclusivamente em apneia e dirigida a espécies piscícolas. Igualmente se pretende comparar estes dados com os provenientes de outras formas de pesca lúdica bem como da pesca artesanal açoriana, neste último caso comparando os valores disponíveis para o mesmo período de tempo, elaborando-se as comparações através dos índices de capturas por unidade de esforço (CPUE) nas variantes peso e número de exemplares capturados. Os índices CPUE, relativos à caça submarina, têm como unidade de esforço as horas de apneia do caçador, ou seja, o tempo que o caçador passou debaixo de água sendo este tipo de aferição inédito. Assim, e tendo em conta o esforço despendido em cada uma das atividades, a caça submarina obtém valores muito superiores aos da pesca artesanal, com 9,3 indivíduos/hora e de 28,6 biomassa/hora, na caça submarina, e 0,33 indivíduos/hora e 0,74 biomassa/hora, na pesca artesanal. A vertente turística da atividade é igualmente discutida bem como a possibilidade de a compatibilizar com o mergulho contemplativo/recreativo.