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Metamorfoses identitárias em contexto institucional

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Resumo:Partindo do princípio de que para cessar certas situações de risco vivenciadas pelas crianças e jovens e, consequentemente, salvaguardar os seus direitos é impreterível a sua institucionalização em lares de acolhimento, interessou-nos, então, refletir sobre a socialização ocorrida nestes contextos, principalmente no que diz respeito aos utentes cuja maior probabilidade de desinstitucionalização, devido à idade, é a afirmação da sua autonomia, pois, é sobretudo nestes casos, que o sucesso da (re)inserção social depende das competências adquiridas no decurso da socialização. Assim, o principal objetivo do presente estudo consistiu em aferir se as práticas e dinâmicas socializadoras, ocorridas sob a égide institucional, visaram, sobretudo, uma progressiva construção identitária das crianças e jovens que privilegiasse a sua integração no contexto do lar, assumindo contornos de uma instituição total ou se, diversamente, a socialização proporcionada pelos lares de acolhimento, através das práticas e dinâmicas que promoveram, visou, mormente, uma progressiva construção identitária das crianças e jovens que potencializasse a sua desinstitucionalização, tal como acontece nas instituições cuja forma de funcionamento se aproxima do modelo familiar. Para concretizar o suprarreferido objetivo privilegiou-se, desde logo, os protagonistas da socialização, ou seja, as crianças e jovens acolhidos, não sendo contudo esquecida a diretora destas estruturas de acolhimento de longa duração. Isto, em dois Lares de Infância e Juventude, da ilha de São Miguel, pertencentes à mesma instituição.
Autores principais:Pacheco, Filipe Alexandre Rezendes do Couto Garcia
Assunto:Autonomia Construção Identitária Lar para Crianças e Jovens Socialização Sociologia Autonomy Care Homes for Children and Teenagers Identity Construction Socialization
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade dos Açores
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade dos Açores
Descrição
Resumo:Partindo do princípio de que para cessar certas situações de risco vivenciadas pelas crianças e jovens e, consequentemente, salvaguardar os seus direitos é impreterível a sua institucionalização em lares de acolhimento, interessou-nos, então, refletir sobre a socialização ocorrida nestes contextos, principalmente no que diz respeito aos utentes cuja maior probabilidade de desinstitucionalização, devido à idade, é a afirmação da sua autonomia, pois, é sobretudo nestes casos, que o sucesso da (re)inserção social depende das competências adquiridas no decurso da socialização. Assim, o principal objetivo do presente estudo consistiu em aferir se as práticas e dinâmicas socializadoras, ocorridas sob a égide institucional, visaram, sobretudo, uma progressiva construção identitária das crianças e jovens que privilegiasse a sua integração no contexto do lar, assumindo contornos de uma instituição total ou se, diversamente, a socialização proporcionada pelos lares de acolhimento, através das práticas e dinâmicas que promoveram, visou, mormente, uma progressiva construção identitária das crianças e jovens que potencializasse a sua desinstitucionalização, tal como acontece nas instituições cuja forma de funcionamento se aproxima do modelo familiar. Para concretizar o suprarreferido objetivo privilegiou-se, desde logo, os protagonistas da socialização, ou seja, as crianças e jovens acolhidos, não sendo contudo esquecida a diretora destas estruturas de acolhimento de longa duração. Isto, em dois Lares de Infância e Juventude, da ilha de São Miguel, pertencentes à mesma instituição.