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Tempo de Desaceleração, Será Tempo de Mudança? Que Mundo Teremos Após a Pandemia do COVID-19?
| Resumo: | Este tempo que desacelerou abruptamente nas nossas vidas confinadas em fase aguda de pandemia poderá ser o tempo de incubação de mudanças, mas também de aceleração da entrada numa nova fase do sistema capitalista mundial. Perigos e oportunidades que vivemos numa fase paradoxal da história, a ser vivida com incerteza constante da ciência e da política, com horizontes de sentido muito curtos, aumentam a ansiedade e o medo. Ao mesmo tempo, várias opções se tornaram claras e quase obrigatórias. Como se todos, ou quase todos, tivéssemos a certeza que tínhamos de parar, conter, mudar, deixar de fazer uma variedade de coisas que nunca tínhamos pensado nelas. Outras deixaram de fazer sentido e percebemos que o sistema em que vivemos é extramente frágil e pouco nos protege. Ao mesmo tempo que o poder político ganha uma nova centralidade, ao nos colocar quase todos em confinamento social e a paralisar quase completamente a economia. Estamos num tempo de aparente desordem, enorme incerteza e risco que aqui importa interrogar e perceber seus sentidos, de forma a antecipar os seus efeitos e consequências, mas também a projetar as mudanças sociais que podem construir um mundo melhor e mais justo. |
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| Autores principais: | Fontes, Paulo Vitorino |
| Assunto: | Capitalismo COVID-19 Pandemia Sociedade Capitalism Pandemic Society |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade dos Açores |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade dos Açores |
| Resumo: | Este tempo que desacelerou abruptamente nas nossas vidas confinadas em fase aguda de pandemia poderá ser o tempo de incubação de mudanças, mas também de aceleração da entrada numa nova fase do sistema capitalista mundial. Perigos e oportunidades que vivemos numa fase paradoxal da história, a ser vivida com incerteza constante da ciência e da política, com horizontes de sentido muito curtos, aumentam a ansiedade e o medo. Ao mesmo tempo, várias opções se tornaram claras e quase obrigatórias. Como se todos, ou quase todos, tivéssemos a certeza que tínhamos de parar, conter, mudar, deixar de fazer uma variedade de coisas que nunca tínhamos pensado nelas. Outras deixaram de fazer sentido e percebemos que o sistema em que vivemos é extramente frágil e pouco nos protege. Ao mesmo tempo que o poder político ganha uma nova centralidade, ao nos colocar quase todos em confinamento social e a paralisar quase completamente a economia. Estamos num tempo de aparente desordem, enorme incerteza e risco que aqui importa interrogar e perceber seus sentidos, de forma a antecipar os seus efeitos e consequências, mas também a projetar as mudanças sociais que podem construir um mundo melhor e mais justo. |
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