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Saber científico e reflexão filosófica : para um novo modelo de homem e de sociedade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O saber científico, como conhecimento ou domínio explicativo da natureza, sempre esteve ligado à preocupação de promover o bem¬ estar social, a prosperidade económica, a vida feliz que todo o homem aspira possuir. Sem enveredar pelo tratamento histórico do tema, iremos procurar chamar a atenção para a abertura que o desenvolvimento das ciências trouxe, ao longo do século XX, para uma nova visão do mundo e da vida social, ao mesmo tempo que tentaremos compreender a forma como a filosofia acolheu estas transformações e reelaborou a sua concepção do homem. Assim, começaremos por destacar, em primeiro lugar, a crescente dependência de estratégias políticas e de interesses económicos, que passaram a marcar o ritmo da actividade científica; em segundo lugar, a forma como a ciência descobriu e lidou com os seus limites, atendendo, nomeadamente, à ideia de progresso que lhe costuma estar associada; em terceiro lugar, iremos atender aos contrastes que atravessam a história do século XX, marcada pela devastação de vidas humanas que os conflitos provocaram, pela acentuada melhoria da qualidade de vida que as descobertas científicas tornaram possível, em vários domínios, e pela dissipação da hegemonia do Velho Continente. Finalmente, em último lugar, iremos pôr em evidência a orientação filosófica de certos autores, que têm vindo a insistir num discurso filosófico, despojado das pretensões de um saber universal e primeiro, mas atento ao pulsar das hesitações dos novos tempos.
Autores principais:Luz, José Luís Brandão da
Assunto:Eric Hobsbawm Habermas John Horgan Jean-François Lyotard Marshall McLuhan Richard Rorty Ciência Consumo Desenvolvimento Investigação Limites Progresso Saber Sociedade Racionalidade
Ano:2002
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade dos Açores
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade dos Açores
Descrição
Resumo:O saber científico, como conhecimento ou domínio explicativo da natureza, sempre esteve ligado à preocupação de promover o bem¬ estar social, a prosperidade económica, a vida feliz que todo o homem aspira possuir. Sem enveredar pelo tratamento histórico do tema, iremos procurar chamar a atenção para a abertura que o desenvolvimento das ciências trouxe, ao longo do século XX, para uma nova visão do mundo e da vida social, ao mesmo tempo que tentaremos compreender a forma como a filosofia acolheu estas transformações e reelaborou a sua concepção do homem. Assim, começaremos por destacar, em primeiro lugar, a crescente dependência de estratégias políticas e de interesses económicos, que passaram a marcar o ritmo da actividade científica; em segundo lugar, a forma como a ciência descobriu e lidou com os seus limites, atendendo, nomeadamente, à ideia de progresso que lhe costuma estar associada; em terceiro lugar, iremos atender aos contrastes que atravessam a história do século XX, marcada pela devastação de vidas humanas que os conflitos provocaram, pela acentuada melhoria da qualidade de vida que as descobertas científicas tornaram possível, em vários domínios, e pela dissipação da hegemonia do Velho Continente. Finalmente, em último lugar, iremos pôr em evidência a orientação filosófica de certos autores, que têm vindo a insistir num discurso filosófico, despojado das pretensões de um saber universal e primeiro, mas atento ao pulsar das hesitações dos novos tempos.