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Technostress e estratégias de coping adotadas em colaboradores em regime de teletrabalho

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Resumo:Durante a pandemia da covid-19, muitas organizações e os respetivos colaboradores foram afetados e colocados à prova, uma vez que tiveram que se adaptar ao teletrabalho, o que poderá ter contribuído para o technostress, ou seja, o stress associado a rápidas alterações na tecnologia. Esta investigação tem como propósito compreender os níveis de technostress dos colaboradores do setor público que estiveram em regime de teletrabalho durante a pandemia, bem como as estratégias de coping utilizadas para a mitigação dos seus efeitos e o eventual impacto sobre a satisfação laboral dos mesmos. Pretende-se, ainda, aferir a influência das variáveis sociodemográficas (género, faixa etária e habilitações literárias) nas competências tecnológicas, no technostress (tecnoinvasão, tecnocomplexidade, tecnossobrecarga, tecnoincerteza e tecnoinsegurança), nas estratégias de coping (individual e organizacional) e na satisfação laboral. Para este efeito, foi realizado um questionário a 407 colaboradores do setor público das Regiões Autónomas dos Açores e Madeira, recorrendo-se a uma abordagem quantitativa para testar as relações entre as variáveis. Concluiu-se que o teletrabalho, durante a pandemia, não fez com que os colaboradores inquiridos tivessem altos níveis de technostress, como também não fez baixar os níveis de satisfação laboral. O technostress e as estratégias de coping organizacionais influenciam a satisfação laboral do colaborador. Existem diferenças significativas entre homens e mulheres, sendo que os homens tendem a reportar mais que as estratégias de “envolvimento tecnológico” têm um impacto negativo na tecnoinvasão e na tecnossobrecarga, como também a tecnoinvasão tem um impacto negativo na satisfação laboral. Quanto à idade, a estratégia de “envolvimento tecnológico” tem um impacto negativo na tecnoincerteza e na tecnoinsegurança, sendo significativamente mais forte nos inquiridos do grupo etário dos 46 aos 66 anos, enquanto no grupo dos 26 aos 45 anos a estratégia de “envolvimento tecnológico” tem um impacto positivo significativamente mais forte na satisfação laboral. Quanto às habilitações literárias, as estratégias de “não envolvimento mental” têm impacto positivo na satisfação laboral, sendo significativamente mais forte nos inquiridos com o ensino secundário ou menos.
Autores principais:Bento, Júlia Moniz
Assunto:Competências Tecnológicas Estratégias de Coping Satisfação Laboral Teletrabalho
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade dos Açores
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade dos Açores
Descrição
Resumo:Durante a pandemia da covid-19, muitas organizações e os respetivos colaboradores foram afetados e colocados à prova, uma vez que tiveram que se adaptar ao teletrabalho, o que poderá ter contribuído para o technostress, ou seja, o stress associado a rápidas alterações na tecnologia. Esta investigação tem como propósito compreender os níveis de technostress dos colaboradores do setor público que estiveram em regime de teletrabalho durante a pandemia, bem como as estratégias de coping utilizadas para a mitigação dos seus efeitos e o eventual impacto sobre a satisfação laboral dos mesmos. Pretende-se, ainda, aferir a influência das variáveis sociodemográficas (género, faixa etária e habilitações literárias) nas competências tecnológicas, no technostress (tecnoinvasão, tecnocomplexidade, tecnossobrecarga, tecnoincerteza e tecnoinsegurança), nas estratégias de coping (individual e organizacional) e na satisfação laboral. Para este efeito, foi realizado um questionário a 407 colaboradores do setor público das Regiões Autónomas dos Açores e Madeira, recorrendo-se a uma abordagem quantitativa para testar as relações entre as variáveis. Concluiu-se que o teletrabalho, durante a pandemia, não fez com que os colaboradores inquiridos tivessem altos níveis de technostress, como também não fez baixar os níveis de satisfação laboral. O technostress e as estratégias de coping organizacionais influenciam a satisfação laboral do colaborador. Existem diferenças significativas entre homens e mulheres, sendo que os homens tendem a reportar mais que as estratégias de “envolvimento tecnológico” têm um impacto negativo na tecnoinvasão e na tecnossobrecarga, como também a tecnoinvasão tem um impacto negativo na satisfação laboral. Quanto à idade, a estratégia de “envolvimento tecnológico” tem um impacto negativo na tecnoincerteza e na tecnoinsegurança, sendo significativamente mais forte nos inquiridos do grupo etário dos 46 aos 66 anos, enquanto no grupo dos 26 aos 45 anos a estratégia de “envolvimento tecnológico” tem um impacto positivo significativamente mais forte na satisfação laboral. Quanto às habilitações literárias, as estratégias de “não envolvimento mental” têm impacto positivo na satisfação laboral, sendo significativamente mais forte nos inquiridos com o ensino secundário ou menos.