Publicação
Implicações diagnósticas e prognósticas da positividade do HIF1-alfa nos colangiócitos de doentes com atresia biliar
| Resumo: | A atresia biliar é uma doença que se inicia exclusivamente no período neonatal e é a causa mais frequente de colestase neonatal. Consiste numa obstrução parcial ou total das vias biliares extra-hepáticas com posterior destruição progressiva dos ramos biliares intrahepáticos, constituindo uma colangiopatia crónica. Verifica-se uma rápida progressão da fibrose, que se associa à necessidade de transplante hepático nestes doentes. O tratamento é cirúrgico, em que numa primeira abordagem é realizada uma portoenterostomia de Kasai, procedimento que visa restabelecer a drenagem biliar para o intestino. Apesar de alguns doentes terem uma boa resposta à cirurgia de Kasai, a grande maioria acaba por desenvolver complicações como malnutrição e hipertensão portal, sendo o transplante hepático já a única opção terapêutica nesta fase. A etiologia da atresia biliar não é completamente conhecida e a existência de variadas formas clínicas sugere uma multiplicidade de fatores causais. A atresia biliar associada à malformação esplénica (BASM), a forma cística, a forma associada à presença de IgM positiva para citomegalovírus no sangue e a forma isolada são as entidades clínicas descritas, sendo a atresia biliar isolada a mais frequente (70-80% dos casos). Anormalidades imunológicas, ambientais e genéticas foram reconhecidas como agentes envolvidos. Para além destes fatores, tem sido estudada uma associação entre atresia biliar e uma possível colangiopatia isquémica. Anormalidades vasculares e a variação na disponibilidade de oxigénio nas células podem causar uma disfunção da via metabólica antioxidante, levando a um aumento de espécies reativas de oxigénio, que foram também relatadas em doentes com atresia biliar e associadas à sua patogenia. Uma sobre expressão de fatores induzidos por hipoxia em doentes com atresia biliar isolada foi também reportada. Com esta dissertação pretende-se fazer uma revisão narrativa de literatura atualizada, através de uma pesquisa por palavras-chave no motor de busca PubMed, com discussão focada no papel da hipoxia na fisiopatologia da atresia biliar e a importância que a positividade do fator induzido por hipoxia 1-alfa (HIF1-a) poderá ter em questões de diagnóstico e prognóstico. |
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| Autores principais: | Leitão, Inês Mendes |
| Assunto: | Atresia Biliar Colangiopatia Isquémica Etiopatogenia Hif1-Alfa Histopatologia |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade da Beira Interior |
| Idioma: | português |
| Origem: | uBibliorum |
| Resumo: | A atresia biliar é uma doença que se inicia exclusivamente no período neonatal e é a causa mais frequente de colestase neonatal. Consiste numa obstrução parcial ou total das vias biliares extra-hepáticas com posterior destruição progressiva dos ramos biliares intrahepáticos, constituindo uma colangiopatia crónica. Verifica-se uma rápida progressão da fibrose, que se associa à necessidade de transplante hepático nestes doentes. O tratamento é cirúrgico, em que numa primeira abordagem é realizada uma portoenterostomia de Kasai, procedimento que visa restabelecer a drenagem biliar para o intestino. Apesar de alguns doentes terem uma boa resposta à cirurgia de Kasai, a grande maioria acaba por desenvolver complicações como malnutrição e hipertensão portal, sendo o transplante hepático já a única opção terapêutica nesta fase. A etiologia da atresia biliar não é completamente conhecida e a existência de variadas formas clínicas sugere uma multiplicidade de fatores causais. A atresia biliar associada à malformação esplénica (BASM), a forma cística, a forma associada à presença de IgM positiva para citomegalovírus no sangue e a forma isolada são as entidades clínicas descritas, sendo a atresia biliar isolada a mais frequente (70-80% dos casos). Anormalidades imunológicas, ambientais e genéticas foram reconhecidas como agentes envolvidos. Para além destes fatores, tem sido estudada uma associação entre atresia biliar e uma possível colangiopatia isquémica. Anormalidades vasculares e a variação na disponibilidade de oxigénio nas células podem causar uma disfunção da via metabólica antioxidante, levando a um aumento de espécies reativas de oxigénio, que foram também relatadas em doentes com atresia biliar e associadas à sua patogenia. Uma sobre expressão de fatores induzidos por hipoxia em doentes com atresia biliar isolada foi também reportada. Com esta dissertação pretende-se fazer uma revisão narrativa de literatura atualizada, através de uma pesquisa por palavras-chave no motor de busca PubMed, com discussão focada no papel da hipoxia na fisiopatologia da atresia biliar e a importância que a positividade do fator induzido por hipoxia 1-alfa (HIF1-a) poderá ter em questões de diagnóstico e prognóstico. |
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