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A relação entre Quiet Quitting e Intenção de Turnover: o papel mediador do Compromisso Organizacional e moderador de Workload

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Num cenário profissional cada vez mais exigente, fenómenos como o Quiet Quitting têm suscitado crescente preocupação nas organizações, particularmente pelo seu impacto na intenção de saída dos colaboradores. Este comportamento caracteriza-se pela realização apenas das tarefas mínimas exigidas, sem rutura formal com a organização, refletindo uma quebra no envolvimento emocional e no compromisso com o trabalho. A compreensão deste fenómeno torna-se especialmente relevante em funções de contacto direto com o público, onde o desempenho e a motivação são determinantes para a qualidade do serviço e a retenção de talento. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre o Quiet Quitting e a Intenção de saída, considerando o papel mediador das três dimensões do Compromisso Organizacional (afetivo, normativo e contínuo) e o efeito moderador da Carga de Trabalho entreo Quiet Quitting e o Compromisso Organizacional, bem como entre o Quiet Quitting e a Intenção de saída. Com base neste objetivo, foi conduzido um estudo quantitativo, de natureza correlacional, junto de uma amostra de 282 trabalhadores em funções de atendimento ao cliente. Os resultados revelaram que o Quiet Quitting está positivamente associado à intenção de saída, sendo esta relação mediada pelo Compromisso Organizacional Afetivo e Compromisso Organizacional Normativo. Ou seja, níveis mais baixos destas formas de compromisso explicam parcialmente o impacto do Quiet Quitting na predisposição para abandonar a organização. A dimensão do Compromisso Organizacional Contínuo, por sua vez, não evidenciou um efeito mediador significativo nesta relação. Relativamente à Carga de Trabalho, os dados não sustentaram o seu papel como variável moderadora, nem na relação direta entre o Quiet Quitting e as dimensões do Compromisso Organizacional, nem na relação indireta com a Intenção de saída. Assim, destaca-se a necessidade de estratégias organizacionais que promovam o envolvimento emocional e a identificação dos colaboradores com os valores e objetivos da organização, de modo a reforçar os vínculos de permanência e reduzir comportamentos de Quiet Quitting.
Autores principais:Dias, Cátia Daniela Mourão
Assunto:Quiet Quitting Intenção de saída Compromisso Organizacional Carga de Trabalho
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Europeia
Idioma:português
Origem:Universidade Europeia
Descrição
Resumo:Num cenário profissional cada vez mais exigente, fenómenos como o Quiet Quitting têm suscitado crescente preocupação nas organizações, particularmente pelo seu impacto na intenção de saída dos colaboradores. Este comportamento caracteriza-se pela realização apenas das tarefas mínimas exigidas, sem rutura formal com a organização, refletindo uma quebra no envolvimento emocional e no compromisso com o trabalho. A compreensão deste fenómeno torna-se especialmente relevante em funções de contacto direto com o público, onde o desempenho e a motivação são determinantes para a qualidade do serviço e a retenção de talento. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre o Quiet Quitting e a Intenção de saída, considerando o papel mediador das três dimensões do Compromisso Organizacional (afetivo, normativo e contínuo) e o efeito moderador da Carga de Trabalho entreo Quiet Quitting e o Compromisso Organizacional, bem como entre o Quiet Quitting e a Intenção de saída. Com base neste objetivo, foi conduzido um estudo quantitativo, de natureza correlacional, junto de uma amostra de 282 trabalhadores em funções de atendimento ao cliente. Os resultados revelaram que o Quiet Quitting está positivamente associado à intenção de saída, sendo esta relação mediada pelo Compromisso Organizacional Afetivo e Compromisso Organizacional Normativo. Ou seja, níveis mais baixos destas formas de compromisso explicam parcialmente o impacto do Quiet Quitting na predisposição para abandonar a organização. A dimensão do Compromisso Organizacional Contínuo, por sua vez, não evidenciou um efeito mediador significativo nesta relação. Relativamente à Carga de Trabalho, os dados não sustentaram o seu papel como variável moderadora, nem na relação direta entre o Quiet Quitting e as dimensões do Compromisso Organizacional, nem na relação indireta com a Intenção de saída. Assim, destaca-se a necessidade de estratégias organizacionais que promovam o envolvimento emocional e a identificação dos colaboradores com os valores e objetivos da organização, de modo a reforçar os vínculos de permanência e reduzir comportamentos de Quiet Quitting.