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O compromisso organizacional e o equilíbrio trabalho-família através do teletrabalho: um estudo sobre o stress parental

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Resumo:Numa sociedade onde a flexibilidade e o equilíbrio trabalho-família são tópicos crescentes tanto do lado dos trabalhadores, como do lado das entidades empregadoras, o teletrabalho como nova forma de organizar a vida profissional e familiar encontrou o seu lugar. Tal situação tornou-se ainda mais premente como consequência do teletrabalho imposto pelo Governo aquando da pandemia COVID-19 e abriu novas perspetivas para os trabalhadores alcançarem um melhor equilíbrio entre a vida profissional e familiar. À medida que as organizações se adaptam a esta nova dinâmica, torna-se fundamental compreender a complexa interação entre o teletrabalho, o stress parental, o equilíbrio trabalho-família-trabalho (ou ausência deste) e o compromisso organizacional. O objetivo central deste estudo consiste em investigar recomendações práticas para as organizações que procuram aproveitar os benefícios do teletrabalho ao indicar os caminhos através dos quais este regime de trabalho pode aumentar o compromisso organizacional, o equilíbrio trabalho-família e aliviar o stress parental gerado pelos desafios únicos enfrentados pelos profissionais com filhos. Assim, esta investigação contribui para o discurso atual sobre a otimização dos ambientes de trabalho numa era de trabalho remoto. Para o efeito, uma revisão da literatura permitiu definir o stress parental e o compromisso organizacional (sob forma de modelo conceptual) assim como, apresentar o equilíbrio trabalho-família como mediadora, influenciada pelo fator teletrabalho. Este estudo empírico foi efetuado através de um questionário quantitativo junto da população ativa que exerce a sua atividade profissional no setor terciário em empresas privadas e públicas com o objetivo de se constatar (i) que o stress parental impacta o compromisso organizacional; (ii) a relação entre o stress parental e o conflito trabalho-família; (iii) que o conflito trabalho-família medeia a relação entre as duas variáveis; (iv) o efeito moderador da teletrabalho; (v) e, a validade do modelo conceptual. Os resultados obtidos revelam a existência de uma mediação perfeita pelo Conflito Trabalho-Família entre Stress Parental, Compromisso Organizacional em todas as suas dimensões e Regime de Trabalho, havendo uma relação apenas na presença da variável mediadora Conflito Trabalho-Família. Os resultados deste estudo têm o potencial de informar estratégias que capacitam tanto os trabalhadores como as organizações na procura de um acordo de trabalho mutuamente benéfico. Adicionalmente, o papel do equilíbrio trabalho-família e do bem estar é fundamental numa altura de crise de compromisso. Perante tal cenário, a resolução exige, por parte das empresas, uma abordagem holística que combine soluções para criar uma força de trabalho mais comprometida, satisfeita e motivada. É essencial que as organizações identifiquem e abordem proativamente as causas profundas destas crises, a fim de manter um ambiente de trabalho saudável e produtivo, através da implementação de políticas de flexibilidade, da promoção de uma cultura de apoio através de uma liderança mais empática e da criação de um ambiente de trabalho positivo.
Autores principais:Pires, Carolina João de Almeida e Silva
Assunto:Teletrabalho Compromisso organizacional Work-life balance Stress parental
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Europeia
Idioma:português
Origem:Universidade Europeia
Descrição
Resumo:Numa sociedade onde a flexibilidade e o equilíbrio trabalho-família são tópicos crescentes tanto do lado dos trabalhadores, como do lado das entidades empregadoras, o teletrabalho como nova forma de organizar a vida profissional e familiar encontrou o seu lugar. Tal situação tornou-se ainda mais premente como consequência do teletrabalho imposto pelo Governo aquando da pandemia COVID-19 e abriu novas perspetivas para os trabalhadores alcançarem um melhor equilíbrio entre a vida profissional e familiar. À medida que as organizações se adaptam a esta nova dinâmica, torna-se fundamental compreender a complexa interação entre o teletrabalho, o stress parental, o equilíbrio trabalho-família-trabalho (ou ausência deste) e o compromisso organizacional. O objetivo central deste estudo consiste em investigar recomendações práticas para as organizações que procuram aproveitar os benefícios do teletrabalho ao indicar os caminhos através dos quais este regime de trabalho pode aumentar o compromisso organizacional, o equilíbrio trabalho-família e aliviar o stress parental gerado pelos desafios únicos enfrentados pelos profissionais com filhos. Assim, esta investigação contribui para o discurso atual sobre a otimização dos ambientes de trabalho numa era de trabalho remoto. Para o efeito, uma revisão da literatura permitiu definir o stress parental e o compromisso organizacional (sob forma de modelo conceptual) assim como, apresentar o equilíbrio trabalho-família como mediadora, influenciada pelo fator teletrabalho. Este estudo empírico foi efetuado através de um questionário quantitativo junto da população ativa que exerce a sua atividade profissional no setor terciário em empresas privadas e públicas com o objetivo de se constatar (i) que o stress parental impacta o compromisso organizacional; (ii) a relação entre o stress parental e o conflito trabalho-família; (iii) que o conflito trabalho-família medeia a relação entre as duas variáveis; (iv) o efeito moderador da teletrabalho; (v) e, a validade do modelo conceptual. Os resultados obtidos revelam a existência de uma mediação perfeita pelo Conflito Trabalho-Família entre Stress Parental, Compromisso Organizacional em todas as suas dimensões e Regime de Trabalho, havendo uma relação apenas na presença da variável mediadora Conflito Trabalho-Família. Os resultados deste estudo têm o potencial de informar estratégias que capacitam tanto os trabalhadores como as organizações na procura de um acordo de trabalho mutuamente benéfico. Adicionalmente, o papel do equilíbrio trabalho-família e do bem estar é fundamental numa altura de crise de compromisso. Perante tal cenário, a resolução exige, por parte das empresas, uma abordagem holística que combine soluções para criar uma força de trabalho mais comprometida, satisfeita e motivada. É essencial que as organizações identifiquem e abordem proativamente as causas profundas destas crises, a fim de manter um ambiente de trabalho saudável e produtivo, através da implementação de políticas de flexibilidade, da promoção de uma cultura de apoio através de uma liderança mais empática e da criação de um ambiente de trabalho positivo.