Publicação
Auto do Velho da Horta: uma farsa para rir?
| Resumo: | Em 1512 Gil Vicente levou ao palco o seu Auto do Velho da Horta, anunciado como farsa na didascália inicial. O género e também o enredo aí resumido (os amores de um velho por uma moça, os enganos da alcoviteira) prefiguram uma peça cómica e prometem risos. Revemos neste artigo alguns aspetos do cómico na peça, à luz da bibliografia e das diferentes leituras de que foi objeto. Julgamos que persistem interrogações pertinentes sobre a prevalência, ou não, da dimensão lúdica da peça, veículo facilitador da ação moralizadora que se pretendia exercer no espaço da corte, e sobre uma matriz mais universalista que lhe está subjacente na abordagem de tópicos literários como o do mundo às avessas ou o da loucura amorosa. |
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| Autores principais: | Esteves, Elisa |
| Assunto: | Velho da Horta farsa cómico |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Évora |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico da Universidade de Évora |
| Resumo: | Em 1512 Gil Vicente levou ao palco o seu Auto do Velho da Horta, anunciado como farsa na didascália inicial. O género e também o enredo aí resumido (os amores de um velho por uma moça, os enganos da alcoviteira) prefiguram uma peça cómica e prometem risos. Revemos neste artigo alguns aspetos do cómico na peça, à luz da bibliografia e das diferentes leituras de que foi objeto. Julgamos que persistem interrogações pertinentes sobre a prevalência, ou não, da dimensão lúdica da peça, veículo facilitador da ação moralizadora que se pretendia exercer no espaço da corte, e sobre uma matriz mais universalista que lhe está subjacente na abordagem de tópicos literários como o do mundo às avessas ou o da loucura amorosa. |
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