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Todos diferentes, todos iguais: determinantes da resiliência nos territórios rurais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao longo das últimas décadas, a evolução da distribuição territorial da população portuguesa tem privilegiado a concentração em poucos concelhos, sobretudo nas áreas metropolitanas, na região costeira entre Lisboa e Braga e no litoral sul do país, enquanto o restante território tem sofrido perdas populacionais. Considerando a classificação urbano-rural, em geral são os territórios rurais que têm vindo a experienciar maiores perdas populacionais. Ainda assim, nem todos os territórios rurais têm sofrido o problema do despovoamento com a mesma intensidade. Com base apenas nos concelhos classificados como rurais, este estudo pretende identificar fatores explicativos da maior resiliência verificada em alguns territórios. Para o efeito, são usados dados estatísticos para os municípios rurais de Portugal Continental, no passado recente. O estudo da capacidade de resiliência dos municípios realiza-se a partir da variável taxa de crescimento da população residente, utlizada como proxy da resiliência territorial. Como determinantes desta resiliência são explorados fatores de natureza económica, social e ambiental, usando modelos dinâmicos com dados em painel. Os resultados obtidos permitem verificar que as migrações, bem como as características relacionadas com o mercado de trabalho e com a atividade das autarquias locais, estão relacionados com as diferenças de resiliência territorial.
Autores principais:Rego, Conceição
Outros Autores:Martins, Patricia; Correia, Leonida
Assunto:Resiliência Territorios Rurais Demografia Desenvolvimento territorial
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Évora
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Universidade de Évora
Descrição
Resumo:Ao longo das últimas décadas, a evolução da distribuição territorial da população portuguesa tem privilegiado a concentração em poucos concelhos, sobretudo nas áreas metropolitanas, na região costeira entre Lisboa e Braga e no litoral sul do país, enquanto o restante território tem sofrido perdas populacionais. Considerando a classificação urbano-rural, em geral são os territórios rurais que têm vindo a experienciar maiores perdas populacionais. Ainda assim, nem todos os territórios rurais têm sofrido o problema do despovoamento com a mesma intensidade. Com base apenas nos concelhos classificados como rurais, este estudo pretende identificar fatores explicativos da maior resiliência verificada em alguns territórios. Para o efeito, são usados dados estatísticos para os municípios rurais de Portugal Continental, no passado recente. O estudo da capacidade de resiliência dos municípios realiza-se a partir da variável taxa de crescimento da população residente, utlizada como proxy da resiliência territorial. Como determinantes desta resiliência são explorados fatores de natureza económica, social e ambiental, usando modelos dinâmicos com dados em painel. Os resultados obtidos permitem verificar que as migrações, bem como as características relacionadas com o mercado de trabalho e com a atividade das autarquias locais, estão relacionados com as diferenças de resiliência territorial.